terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Último post do ano

Poderia fazer alguma retrospectiva, mas já fiz isso próximo ao meu aniversário. Poderia dizer o que pretendo fazer no ano que vem, mas sinceramente eu nem sei. A vida está muito repetitiva ultimamente, talvez eu só tente mudar algumas coisas, mudar o interior e o exterior vem de brinde.


Essas mudanças podem ser rápidas ou muito lentas, ainda não sei, só espero conseguir por em prática muitas coisas que venho pensando há um tempo. Quero mais verdades na minha vida, quero me esconder menos, quero, quem sabe, começar a viver sem medo.

Tudo no início é difícil, mas precisamos enfrentar os problemas para que eles deixem de ser NOSSOS e passem a ser apenas problemas. Quero ser livre finalmente para me deixar sentir e me deixar viver.

Talvez eu não seja perdoada por isso, mas é o que precisa ser feito. Espero ter coragem de chegar até o fim!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

My way



Eu sou uma criança, só quero brincar... Tô cansada dessas responsabilidades de gente grande. Não quero ser prejudicada por ser inocente, quero continuar a ser como sempre fui.


Eu preciso continuar a acreditar nas pessoas, num mundo melhor, preciso continuar a ver beleza nas besteiras do dia-a-dia, eu quero ser legal no sentido mais puro da palavra, não quero que me olhem com segundas intenções, nem que achem que eu faço as coisas dessa maneira.

Não estou dando mole para ninguém, eu apenas sou assim... Quero continuar a ser amável e meiga e não quero que a vida me endureça, quero ter o coração mole e não ter que precisar construir muros e mais muros todos os dias.

Eu quero poder correr na praia sem me importar se estão olhando para minhas celulites ou para minha loucura de tentar ser criança, quero dividir um sorvete, comer pipoca e assistir um filme com os amigos. Quero pic-nic.

Não quero nutrir sentimentos que fazem mal a mim, quero a simples complexidade de uma rosa desabrochando num dia de primavera, quero tomar banho de chuva e correr na rua. Quero abraços apertados e sem fim. Quero olhares conhecidos e sorrisos queridos...

Não quero pressa, quero ver o dia amanhecer na minha cama, dormir até tarde e tomar um banho bem demorado, comer frutas e jogar video-game. Quero comida caseira, feita com amor e dedicação de mãe. Quero achar graça numa borboleta voando e fazer gestos de alegria.

Eu quero simplesmente abrir os braços e sentir o vento no meu corpo suado. Quero deitar na grama e olhar o céu azul. Quero sentir areia nos pés.

Que importa a idade que o meu corpo tem? Eu só quero sentir o mundo de uma forma diferente...
 
M.D.
João Pessoa, 16/12/09
21:50

Sentindo Falta


Eu tô sentindo falta de você ontem
De como eu era e não de como você é
Ou de onde você está
Sinto falta de sentir falta
Sinto falta de me importar
Sinto falta de certo toque
Ou falta de olhar
Sinto falta de você ontem
Do cheiro que não lembro mais
Do meu cheiro que era o teu não sei mais de quem
que não me deixava em paz
Por não ter, por não sorrir
Por disfarçar, enganar, por fingir
De tanto tentar acho que consegui
Não sei se me estranho
Só acho estranho não saber mais sentir
Sinto falta de tudo de ontem
Sinto falta de como era antes
Do que passei
Como foi ontem.
Hoje não sei.

M.D.
João Pessoa 11.11.09
17:20

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Zumbis

Eu tenho medo de zumbis


De todas essas histórias assustadoras a única coisa que eu tenho medo mesmo são os zumbis (pausa para quem estiver lendo rir... (...)...) (outra pausa, acho que ainda podem estar rindo). Ok, continuando...

Vampiros, seres chupadores (hmmm) de sangue! Que podem ser mortos de algumas formas meio bizarras, mas para ser história de terror, o bizarro vem de bônus.

Lobsomem, pelo menos só atacam na lua cheia. Mas é muito estranho um tipo de mutação dessa forma, a ponto de transformar a pessoa parcialmente em lobo.

Assombrações, também são assustadoras, afinal essa coisa sobrenatural, espiritos e etc, fazem parte do imaginário popular desde sempre também. E afinal as pessoas sentem a necessidade de acreditar em algo depois da morte e esse algo pode muito bem continuar sendo aqui (nesse plano). Aqui também estão incluidos os demônios.

Mas os zumbis são coisas que poderiam ser realmente reais, com essas doenças da contemporaneidade e a fragilidade humana, os mortos-vivos podem muito bem tornar-se uma realidade.


Quem não se lembra do pânico causado pela gripe suína? Um vírus tão poderoso que não existia vacina, ok, foi mais espetáculo da mídia que qualquer outra coisa, mas mesmo assim foi assustador. E da mesma forma que podem acontecer mutações com o vírus da gripe, pode ocorrer com outros tipos de vírus também.

A raiva mesmo (hidrofobia), já traz em si a agressividade caracteristica dos zumbis...

Estão vendo como tenho razão de ter medo? Vírus super poderosos +  mutações bizarras + organismo humano fragil + aglomeração de pessoas (que facilita o contágio) = Zumbis.

Obs: É, talvez eu esteja vendo filmes de mais.... rsrsrsrs. Porém fica o recado:


Acácias



As Acácias ainda não chegaram...
Ou o fim está atrasado
Ou meu começo que insiste em andar devagar

O amarelo ainda está verde
E o chão não se cobre com um cobertor novo
Não se enfeita.

As Acácias, acho que estão cansadas
Devem estar, preguiçosas
Os olhos se voltam para as luzes que já começam a piscar

E o tapete de flores deve se espalhar logo pelo chão
Marcando o fim de mais uma estação
Logo tudo vai recomeçar

M.D.
João Pessoa, 10/12/09
00:28

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Tempo

Faz tempo que não sinto o coração acelerado
Aquela quase dor

Faz tempo que não sinto meu peito completo
Que não suspiro

Faz tempo que tento aprender a conviver com esse tipo de vazio
Com esse tipo de solidão

Faz tempo que não me sinto feliz
mas faz tempo também que tento aprender a ver a vida com outros olhos

Faz tempo que observo a lua
Que paro para ver um gatinho brincando

Faz tempo que me esqueço do tempo por alguns instantes
Faz tempo que volto a recordar que o tempo passa mesmo que eu não queira


Faz tempo que não me esvazio completamente de mim mesma
Mas faz esse mesmo tempo que não me sinto completa

Faz tempo que não sinto uma onda de calor a percorrer todo o meu corpo quando ouço uma voz
Faz tempo que não sinto um arrepio na pele ao sentir um toque

Faz tempo... faz tanto tempo que nem lembro mais como é
Faz tempo que tento ser outra pessoa

Faz tempo que as pessoas acham que eu tenho transtorno bipolar
Faz tempo que não consigo fingir ser quem não sou por muito tempo

Faz tempo que tento mostrar algo que não sinto
Faz tempo que sucumbo ao que sou.

M.D.
09 de Dezembro de 2009
01:02

Casa


Feriado em casa é um saco ¬¬

Tanta coisa para se fazer e ninguém para sair comigo, odeio sair sozinha. As meninas dizem que é dependência minha, mas realmente não me sinto à vontade num lugar onde não conheço ninguém.

Queria ir para a praia, ai sozinha deixo minhas coisas na areia para entrar no mar e no fim volto para casa a pé, sem dinheiro e sem celular (assalto).

Ir a um barzinho sozinha, que triste, não dá.

Então acho que vou ficar em casa mesmo, assistindo algum filme repetido.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Dores... =O




Silêncio forçado

Amor arrancado
Do peito
Sem jeito

Sinto-me uma onda perdida num mar de silêncio
Sinto-me só, sem acalanto, sem alento.
E agora ainda sinto esta dor no peito
Dor que certamente me descerá ao meu leito

Pobre e fraca
Levará meus dias, meus anos
Meus acertos, meus enganos
Na esperança de uma cura

Dor essa que tende a se espalhar pelo corpo
Talvez eu lute e talvez eu perca
(provavelmente)
Agora sinto-me adentrando cada vez mais neste mar calado

Afundo e me perco
A dor aumenta
Ninguém precisa saber

Sigo calada com minha dor
Sozinha chegarei ao fim
A morte virá silenciosa
Como a vida foi para mim.

Obs: Feito num dia realmente dolorido

M.D.
29 de Outubro de 2009
08:33

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Sabe o quê?


Sabe o quê?
Senti um cheiro de saudade
Era a terra molhada
Cheiro de interior
Cheiro de casa, de mãe
Vontade de banho de chuva
De correr descalça

Sabe o que mais?
Ouvi o som da saudade
Das gotas nas folhas
Na janela
Som de chuva

Sabe o quê?
Não sei o que
Não sei porque
Só sei que sem querer eu descobri
Que a felicidade está em coisas assim

Onde não há quase nada.
Está no cheiro e no som da chuva
Na sensação da água percorrendo sua pele
Sabe o quê?
Acho que estou aprendendo a viver...

M.D
04 de Dezembro de 2009
01:23

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Só por isso, só por aquilo


Só porque te olho desse jeito, denunciando-me
Só porque te entregas com os lábios entreabertos sem pronunciar uma só palavra
Só porque me desmancho ao cruzar nossos olhares
Só porque não te digo
Só porque com os olhos te sigo
Só por isso, só por aquilo...

Só porque te sinto antes de estares aqui
Só porque me tens ao alcance de tuas mãos
Só porque qualquer palavra que eu diga seja em vão
Só porque me olhas desse jeito que me tens
Só pela forma como fala meu nome
Só por estar perto
Só por ser incerto é que mantenho os olhos bem abertos

Só porque sinto seu perfume de manhã
Só porque te encontro
Só porque não procuro
Só porque sou
Só porque você também é
Só porque te admiro
Só porque é tudo tão tranquilo
Só porque te quero
Só por isso, só por aquilo...

M.D.
João Pessoa, 03/12/09
01:12

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Igual e diferente

Rio de qualquer besteira
Daquela maneira
Que sempre sei sorrir
Que só eu sei sorrir

Pinto o rosto
Os lábios com batom
Me entrego ao deleite do som
De uma qualquer melodia

Sob o sol do meio dia
Ou sob a escuridão de uma noite calma
Entrego-me de corpo e alma
Sinto-me flutuar
Sinto a necessidade de mudar

Desabrochar sorrisos
Sorrir flores
E sentir perfumes
De novos amores.


M.D.
João Pessoa, Novembro de 2009

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Sorrisos



O céu me sorriu
foi de manhã, foi à tarde, foi de madrugada
Era o sol, era o céu, era lua, e era clara
Não estava cheia, não era rara
Eram estrelas e a lua que fala

Ela era um sorriso, sorria para mim
De um jeito assim, só seu
Foi assim que o céu me sorriu
Me saudou, quem sentiu, quem viveu
Fui eu.

O céu me sorriu...
O dia me chamou para sair,
A noite me tirou para dançar
As estrelas me fizeram luzir
E o vento me fez flutuar

E meus braços se abriram para acolher
Tão cheios de si, cheios de sim
Abraçaram o dia
E seguiram seu guia
E fui assim, sem saber do fim

Sorri para o céu
De um jeito só meu
No dia que a noite tomou
E então novamente
Como santa, como gente
Com alegria que contagia

E assim transparente
Sorri para o céu, agradeci o favor
Quando uma árvore sem motivo aparente
Me deu uma flor...


M.D
João Pessoa, 19/12/09
20:44

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Since I don't have...

Meu PC está aos bagulhos, não sei mais quanto tempo ele aguenta... Este fim de semana deu piti e ficou sem funcionar um tempo, travando o máximo possível e me deixando louca...

Meu canal está prosseguindo... Sexta que vem tem mais uma sessão tortura com o doutor fazendo canal sem anestesia porque quer sentir meu dente... (sei, ele que vai sentir ¬¬).

Fora do estágio e sem previsão de um emprego... O dinheiro está se esvaindo...

Parece que entrei numa onda de azar.

Meu dia está chegando, meu aniversário, há 22 anos atrás mamy estava se preparando para entrar na faca (Cesariana). Nunca me senti tão perdida como agora. Não sei o que fazer, como devo me sentir, não sei o que pensar. Minha cabeça anda confusa, fico reflexiva e depressiva por causa dessa reflexão. Estou passando por longos períodos de silêncio com os outros enquanto travo batalhas quase que em tempo integral comigo mesma.

Sempre estou pensando no ontem, pensar no amanhã é angustiante... Sempre quero voltar a algum ponto da minha vida, sempre lembro do que houve e não sei mais pensar no que haverá, essa incerteza está me matando. Outra coisa que me faz calar e refletir são sentimentos que não deveriam mais existir se o tempo realmente curasse tudo. "Sobra tanta falta". Essa saudade que insiste em não me abandonar, saudade não só de um amor, mas saudade de coisas tão simples, como uma companhia para comer batatinha no shopping.

Estou triste, não nego até porque já tentei muito disfarçar mas, qualquer pessoa que me conheça, que já tenha me olhado antes, percebe essa falta de brilho nos meus olhos, percebe uma tristeza em meus gestos, até meu sorriso parece forçado...

Ando agindo diferente ultimamente,  saindo, "me divertindo", mas sempre falta alguma coisa, e eu sei o que é. Saio, os fins de semana não são mais os mesmos, até porque não aguento mais meu quarto, ele parece tão hostil, tem tanto que não é meu aqui, tanto que me traz o passado que insiste em estar presente na minha mente. As paredes se fecham, o ar quente torna-se escasso e preciso sair...

O meu dia se aproxima... e nunca me senti tão distante de mim, nunca estive tão sem identidade, sem saber quem sou ou qual meu propósito... Não sei mais quem sou, quem quero ser ou o que fui...


"I don't have plans and schemes,
I don't have hopes and dreams
I,I, I don't have anything
Since I don't have you.


And I don't have found desires
And I don't have happy hours.
I don't have anything.
Since I don't have you.


Happiness and I guess
I never will again
When you walked out on me, 
In walked old misery
And she's been here since then.


Yeah, we're fucked!


I don't have love to share,
And I don't have one who cares
I don't have anything
Since I don't have you".


Guns N' Roses

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Besteirinhas

Elas se entendem:

  • Mãe: "Esse Collor fala tão bonito!"
  • Filha: "Isso se chama retórica, mãe"
  • Mãe: "É, ele é um 'caba' safado".


Aluno J: "Ele é o mais, talvez o menos..."

Prof. "S":

  • "A imprevisibilidade que não é muito previsível".
  • "A loucura é uma coisa de louco".
  • "A loucura é o supra-sumo do nada".
Jornal matinal:
  • Repórter: "Quanto  é a dúzia da laranja?".
  • Vendedor: "Uma dúzia é (sic) dois reais".
  • Repórter: "Ah, quantas laranjas tem aqui?... Tem mais de dez..."
  • Vendedor: "É uma dúzia. ¬¬"
Sobre o meu PC: "Esse teu computador não tem mais memória, tem somente uma vaga lembrança".

Sobre a minha cidadezinha no interior: 
  • "Natuba aparece no mapa?"
  • "Só se o mapa for grande"

Música: "Todos unidos numa só união"

Quando alguém comete um assassinato a sangue frio, sem motivo aparente ninguém acreditaria se dissesse que a vítima estava possuída pelo demônio.

Teorias:
  • Nos filmes os zumbis são super lerdos e lentos e mesmo assim conseguem encontrar a mesma saída que os humanos e ainda mais rápido.
  • Animais zumbis são extremamente ágeis.
  • Zumbis sempre passam na frente da câmera.
  • Zumbis são silenciosos até que alguém os veja, então eles começam a gemer.
  • Zumbis sempre mancam.
  • Zumbis "vivem" para se alimentar, no entanto, quando encontram uma pessoa, eles a atacam, dão umas mordidas, transformam em zumbi também e deixam pra lá.
  • O mocinho demora o filme inteiro "lutando" contra o vírus que o transformará em zumbi, enquanto os demais se transformam em alguns minutos.
  • Os Estados Unidos são o lugar com maior concentração de zumbis do mundo.
  • Em caso de uma invasão zumbi, os sobreviventes irão todos para Nova Iorque não importa se morarem do outro lado do mundo.
  • Zumbis não quebram nenhuma porta até que tenha alguém do outro lado para eles matarem.

Humor negro:
  • Em alguns lugares humanos desnutridos são confundidos com zumbis.
Ok, é isso... por enquanto.



sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Se tem uma coisa que não falta é canalha: Para quem trabalha nossa mídia?

Últimamente o que não falta na mídia são acusações ao MST. A mídia alternativa, ou seja, pessoas que podem expressar livremente opiniões e fatos sem a censura da "linha editorial" dos outros veículos, não tem força suficiente para reverter essa situação.

A população "jornalnacionalizada" nem sequer procura saber os dois lados dos fatos... Estão tentando a todo custo, e o pior, conseguindo, criminalizar o MST.

O que me deixou mais chateada não foi o fato de a imprensa passar com um trator por cima dos movimentos sociais, mas o fato de as pessoas aceitarem tudo como se fosse a mais pura verdade, mas foi o que li no twitter de um idiotazinho qualquer que dizia "Qm ouve/lê esses vagabundos do MST falando pensa q foi um bando de pés de laranja q destruiu um acampamento sem-terra(vergonha) com tratores".

A que ponto chegou a imbecilidade da população, esse é um qualquer. Se bem que é um idiota, homofóbico, critica os pobres, e só fala bobagem, mas muita gente pensa como ele nesse quesito do MST, porque a mídia privada só fala neles para acusar, e mostrar algo que eles fizeram de "errado", sem nem comprovar que é errado mesmo, e na maioria das vezes não é.

Aqui tem um pouco sobre o outro lado da moeda... O que o governo/fazendeiros fizeram e fazem e que a mídia encobre.

Se tem uma coisa que não falta é canalha: Para quem trabalha nossa mídia?

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Coisas

O fim do ano se aproxima... e a proximidade do meu aniversário me faz pensar no ano passado, ou melhor, em todo esse ano, tudo o que aconteceu, o que deixou de acontecer, o que eu imaginei e o que eu nem esperava.

Enfim... nesses últimos dias não consigo parar de enumerar coisas que aconteceram, a todo minuto eu fico pensando e pensando e pensando, então vou passar pra cá uma lista de coisas...


  1. Fiz uma tatuagem.
  2. Deixei meu cabelo natural (sem chapinha).
  3. Fui expulsa de sala pela primeira vez na minha vida.
  4. Organizei um grande evento (claro que eu fui somente ajuda) [I Fórum Paraibano de TVs Públicas na Era Digital).
  5. Escrevi um artigo.
  6. Conheci músicas regionais como: Chico Correia & Eletronic Band e Eleonora Falcone.
  7. Fui para a rave mais conhecida da cidade.
  8. Fui a uma festa a fantasia
  9. Fui uma das únicas três pessoas fantasiadas em uma festa que não era  a fantasia.
  10. Esqueci alguém
  11. Não consegui esquecer alguém
  12. Descobri que sou alérgica a chocolate (ele fecha minha garganta e me deixa sem ar).
  13. Fui rejeitada duas vezes quando tentei doar sangue. (uma por ter menos de 50 kg, e outra por já ter tido febre reumática).
  14. Comprei um all star (falso)
  15. Comprei minha primeira sapatilha.
  16. Conheci pessoalmente amigos virtuais.
  17. Namorei pela internet.
  18. Viajei para outro estado (Pernambuco não contava, já que minha cidade é praticamente dentro do estado. Paraíba e Pernambuco é quase uma coisa só)...
  19. Participei de um encontro nacional de estudantes.
  20. Perdi um pouco o complexo de gorda e comecei a comprar roupas do meu número e não maiores.
  21. Deixei de ser viciada em TV.
  22. Fui a um show de Zélia Duncan
  23. Fui ao festival mundo
  24. Fui ao festival da cachaça e rapadura de Areia.
  25. Fui a um show de Geraldo Azevedo.
  26. Tomei banho de chuva de madrugada.
  27. Tomei banho de mar à noite, de roupa, sob a luz da lua cheia.
  28. Comecei a morar sozinha.
  29. Aprendi a cozinhar.
  30. viciei-me em coca-cola.
  31. Viciei-me  em café.
  32. Parei de comer biscoito recheado.
  33. Diminui o miojo.
  34. Recebi meu primeiro salário.
  35. Roubaram meu celular
  36. Comprei um celular novo.
  37. Fui ao cinema com muitos amigos.
  38. Fui ao cinema sozinha.
  39. Fiz pedágio.
  40. Passei a gostar muito de sorvete de morango, com calda de morango, crocante de morango e pedaçinhos de morango *.*
  41. Pilotei uma moto.
  42. Cai de uma moto.
  43. Consegui nadar no mar.
  44. "Joguei" Futebol americano.
  45. Fiquei bêbada de voltar para casa no colo.
  46. Dei uma flor
  47. Recebi uma flor.
  48. Namorei.
  49. Acabou o namoro.
  50. Tive a melhor festa de aniversário da minha vida.
  51. Conheci dois primos que eu nem sabia que existiam.
  52. A bolsa do estágio não foi renovada
  53. A bolsa do estágio foi renovada
  54. A bolsa do estágio novamente não foi renovada.
  55. Aprendi a cantar "ne me quitte pas".
  56. Perdi amigos para sempre. (que Deus a tenha).
  57. Ganhei meu primeiro cartão de crédito.
  58. Fiz um plano odontológico.
  59. Comecei a tratar o dente quebrado.
  60. Adotei uma gatinha.
  61. Falei alto com um professor idiota.
  62. Fiquei 24 horas num bate papo no celular porque era de graça.
  63. Liguei para a polícia (porteiro covarde da residência com medo até do vento).
  64. Brinquei de luta. (quase quebrei o braço quando fui jogada e cai fora do colchão).
  65. Passei 12 horas num ônibus.
  66. O monitor do meu pc queimou.
  67. Minha impressora encheu de formigas e acabou a tinta (ainda não recarreguei o cartucho)
  68. Parei de escrever o diário.
  69. Aprendi a jogar UNO.
  70. Bebi panã (Alagoas) e Jurubeba (Ceará).
  71. joguei sinuca.
  72. Bebi Uísque com red bull (Bebida de play boy).
  73. Fiz "nice na minha casa" 
  74. Tomei uma vaca do mar.
  75. Viajei sem necessidade. 
  76. Esperei por quem não viria.
  77. Tratei um bandido mal quando ele tentou me assaltar.
  78. comprei um presente que não entreguei ainda.
  79. Não terminei de ler um livro.
  80. Conheci pessoas que não valiam a pena
  81. Conheci pessoas que valem muito.
  82. Baixei a discografia completa de Los Hermanos
  83. Me apaixonei pelo Cinema Noir.
  84. Ganhei um livro de poesias
  85. Ganhei um poema.
  86. comprei meu primeiro livro de Nietzche.
  87. Fiquei com medo de sair do quarto depois de assistir "eu sou a lenda".
  88. Meu cofrinho apareceu num documentário.
  89. Ganhei 17 seguidores no blog, 64 no twitter e 139 amigos no orkut.
  90. conheci pessoas de outros paises
  91. Aprendi palavrões em francês.
  92. Bati cabeça em um festival de rock que fiquei a semana inteira com o pescoço doendo.
  93. Aprendi a jogar poker.
  94. Comecei a perfumar meu quarto com incenso de jasmim.
  95. Quebrei um dos meus únicos dois pratos.
  96. Corri na praia.
  97. Comecei a comer sanduíches vegetarianos e a tomar suco.
  98. Fiz amizade com as meninas da casa.
  99. Fiz a pior caipirinha da minha vida
  100. Fiz a melhor caipirinha da minha vida.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

"Escondendo a dor entre sorrisos
Tento perder a angústia na fumaça
Deixar tudo onde é esquecido
Onde o barulho a tudo disfarça"

M.D.

Girando ao redor de uma luz que me atrai
Que me cega, que eu sei que trará meu fim
Entrego meu corpo ao ritmo da música
E essa dança frenética, de corpos suados,
Sentimentos forçados e diversão a qualquer preço.

Nesse mundo de faz de conta
Tento julgar, saber o que sou, onde eu estou
O que eu mereço
Mundo do agora, do sim, do não importa
Outra coisa aqui me  trai.

Algo meu que está no chão
Agora na luz, logo depois na escuridão
Algo que esteve em alguns
Em quase todos
Mas em nenhum de verdade

Algo que me puxa
Que traz a luz que me deixa perdida
A luz dos olhos que me atrai para as trevas
A luz dos meus olhos que me trai
Expondo o que tento esconder.

Inebrio os instantes,
Sinto um gosto amargo
Um sabor marcante
Acendo outro cigarro
Me embriago mais um pouco
Entrego meu corpo
Ao sabor da batida
Esqueço-me da vida
Vivo feito louca

Então o dia, o sol
E a volta para casa
De volta a loucura de ser alguém real.
Não sei se mais frustrante
A volta não me acalma
Não entendo o que quero
Não sei o que espero
Não encontro lá, muito menos aqui

Quero outro cigarro...

M.D.
João Pessoa, 11 de outubro de 09
20:26

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Confusões mentais

Se quisessem saber o que fiz
Fiz assim, de um jeito só meu
Se quisessem saber porque fiz
Não está escrito demasiado nos cadernos que não leu?
Fiz não só por fazer, fiz por querer
Para tentar entender
Fiz o que quis, tentei ser feliz
Não soube fazer...

O que eu fiz?
Não fiz nada, só pensei que fiz
Pensei em fazer
Mas não fiz nada...
Não fiz por mim, não fiz por você
Não fiz por ninguém...

Se quiserem me entender não vão
O que meus dedos pronunciam são palavras em vão
Nem eu me entendo, por isso não me explico então
Se quer saber o que digo, porque digo, te digo que não...

terça-feira, 20 de outubro de 2009

IV semana pela Democratização da Comunicação de 19 à 23 de outubro


Texto para o Ato Público, amanhã!
Participem...


Salve, salve, cidadão. Salve sua pele, salve seus ouvidos e olhos. Desligue a TV e o rádio. Hoje, não compre jornal. Faça seu boicote, faça sua crítica, salve seu cérebro. Ative sua crítica. Não se limite. Não veja, pense! Pense e reflita sobre as informações que são transmitidas pelos grandes meios de comunicação. E não pare por aí.

Nossos gostos, nossos gastos, nossas escolhas. Pense em quem comanda os meios de comunicação e quais são os seus interesses. Lembre-se: todos têm direito à comunicação. Mas são nove, apenas nove, as famílias que controlam as comunicações no Brasil.

Concentração, oligopólio, poder e influência na mão de poucos. E bote influência nisso. Eles ditam os assuntos que pautam nosso dia a dia. Nos fazem acreditar que o MST é criminoso, que rádio comunitária é pirata, que mulher é objeto, que morador de favela é criminoso, que homossexualidade é doença e que isso é tudo muito normal.

Nos levam a esquecer discussões importantes, como a democratização da comunicação, como a educação. Logo a comunicação. Logo a educação. Estas que são fundamentais para um povo entender o que se passa à sua volta. Estas que são necessárias para fundamentar uma crítica construtiva.

Porque, sim, é preciso construir novos meios, novas maneiras de (se) comunicar. Desconstruir esteriótipos e preconceitos que nos limitam - que tentam nos fazer pensar de maneira uniforme. É importante dialogar, construir com base no interesse social, respeitando a diversidade de gênero, raças, classes e crenças.

O que você gostaria de propor? Contribua com a comunicação social. Social! Expresse seu ponto de vista, sua realidade. Seja mídia! Construa você a comunicação popular – livre de amarras e cheia de idéias que se perdem por aí. Não se deixe levar pelos comerciais da TV. Eles tentam nos acalmar, nos deixar mansos, para que ninguém vá à rua e diga que está errado, que não é assim, que existem outras formas de se comunicar.

Estamos aqui, hoje, no centro de João Pessoa, para pautar uma reflexão sobre como a sociedade pode (e deve) discutir, repensar e fazer a comunicação. Não se trata apenas de consumo, comunicação se constroe. De preferência, com mais ética, menos manipulação. Uma comunicação comprometida com o social.

E francamente... nada disso a gente vê por aqui!

IV Semana Pela Democratização da Comunicação
21 de outubro de 2009
João Pessoa,
Parahyba

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Sabe o que eu queria?




Queria que amanhã fosse feriado, que o dia fosse ensolarado e que o mar estivesse calmo.
Tomar uma água de coco, jogar bola com os amigos, andar de bicicleta.
Tomar sorvete de morango com calda de morango, pedaços de morango e crocante de morango.
Ouvir música o mais alto possível, rir até não poder mais.
Tocar violão, fazer um poema de amor...

Queria assistir um filme, ler um livro, não fazer nada.
Esquecer meu relógio, sair sem rumo, cumprimentar as pessoas que eu não conheço na rua.
Esquecer que já fui triste...
Brincar com meus gatos, tirar muitas fotos, sorrir sem razão.
Cantar minha música favorita...

Queria dançar uma ciranda, deitar na areia..
Olhar as estrelas, admirar a lua, sentir o cheiro das rosas...
Abraçar minha mãe, beijar meu amor
Queria a simplicidade das coisas...
Queria isso amanhã...

domingo, 18 de outubro de 2009

Considerações sobre os sentimentos

Tenho dúvidas sobre como agir na situação que me encontro.

Ainda estou apaixonada e simplesmente não quero, não deixo outras pessoas entrarem na minha vida de forma que me façam perder o controle da situação de novo, ou seja, ao mínimo sinal de perigo de gostar de alguém, trato logo de afastar a pessoa. Não precisa nem ser o gostar (nutrir algum sentimento mais profundo) de verdade, basta eu notar que estou me apegando a pessoa e trato de não fazer mais isso. E tudo isso por quê? Medo.

Mas não foi sobre esse medo que eu vim falar, e não me importo de estar agindo dessa maneira, vim falar sobre o fato de eu não procurar alguém. Ok, o relacionamento acabou e agora é procurar uma pessoa para ocupar o lugar. Não, não é bem assim... O relacionamento acabou, o sentimento não. Não posso me obrigar a estar com alguém e fingir ser feliz se não tenho quem eu amo ao meu lado. Não posso me obrigar a viver de mentiras e a procurar em outros corpos, em outros beijos, outros gestos, coisas que somente uma pessoa pode me dar.

Talvez digam apenas que não estou pronta para "superar" isso. Superar... eu realmente não quero superar, não quero ficar com alguém só por ficar, não quero ser somente uma parte de mim ali, não posso me entregar para alguém pensando em outra pessoa, não quero ser cautelosa, se for pra ser então que seja, que seja por inteiro e não pela metade. Quero me jogar de cabeça, sentir por completo e isso só consigo com um alguém especial, não é qualquer um, é a pessoa.

Não sei bem como concluir... Só estou cansada de ver em todos os lugares, em todas as pessoas que eu conheço, certas atitudes que querem que eu faça também, porque é o normal a se fazer. Estou cansada de ter como exemplos de "superação" pessoas e mais pessoas interessadas apenas em sensações (não chegam nem a sentimentos) que podem nutrir por quem quer que seja. Não há alguém especial... Existe o momento, a experiência e pode ser qualquer um, e amanhã outro, e depois outro, e outro...

Sinceramente, não entendo porque me criticam ainda por pensar, por tentar, por amar... Para mim é diferente, não estou nem aí para essas baboseiras de "Curtir", "ficar" não acredito que isso seja se divertir. Diversão a todo custo, muitas vezes o custo é a felicidade do outro.

Amo mesmo, e quando amo é de verdade, e creio de que quem está ao meu lado é com quem quero ficar o resto da minha vida. Odeio pensar no "Eterno enquanto dure" pode durar para sempre, porque o amor é capaz de se reinventar todos os dias... E vou continuar amando somente uma pessoa, para sempre, que seja tudo, que eu saiba que é o meu alguém e não apenas alguém qualquer.

sábado, 17 de outubro de 2009

Última vez

Beijei seus olhos na inútil tentativa de fazer com que me visse
Toquei suas mãos numa súplica silenciosa para que ficasse
Dos olhos verteram dores lacrimosas involuntárias, brotadas das férteis lembranças de áureos tempos.
A boca pronunciou risos,
Os lábios riram palavras falsas, inconformadas, incompreendidas e desconfortáveis.

De seu perfume ficou apenas minhas narinas
De seus olhos ficaram apenas minhas lágrimas
De sua pele ficou apenas o ar, que mal respiro, que não toco
De sua boca ficou apenas minhas palavras
De sua presença ficou apenas o meu nada.

M.D.
17 de outubro de 2009
22:00

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Alimentação saudável: Minha vida X meu bolso


Fugindo um pouco do tema amor, estou tentando deixar o coração de lado um pouco, já tenho o deixado de lado em certos aspectos como: não me exercitar e comer qualquer porcaria que aparece, além é claro das Emoções fortes, vim falar de coisas mais palpáveis (e põe palpáveis nisso), como é o caso dos pneuzinhos que vem surgindo ultimamente, do segundo queixo que quer aparecer quando está escrito que cada ser humano ou não deve ter apenas um. Vim falar sobre um pouco abaixo do coração, ali entre o baço e o intestino? Nunca fui boa em anatomia...


Alimentação saudável!!!! Vi hoje de manhã enquanto engolia apenas um pão e café (pela falta de tempo e disposição para fazer algo melhor) uma reportagem sobre a obesidade nos bairros de classe baixa dos Estados Unidos. Ok, e a seca no nordeste? e sobre a desnutrição? Não, mais importante é a obesidade nos Cafundós do Judas. Mas então... Mostrou os fast foods, a quantidade de calorias ingeridas e todos os problemas enrolados em aroma artificial e gordura trans...

Como uma jovem de 21 anos (quase 22) tenho que cuidar da minha lata, senão fica toda amassada e não tem lanterneira que concerte. Tomei algumas decisões no início do período (tem que ser início de alguma coisa, pode ser o início do ano, do período ou somente da semana) como fazer algum esporte, parar de tomar coca-cola e passar a comer coisas mais saudáveis.

Pensei que tiraria de letra, afinal eu sempre quis praticar natação (aprender a nadar), eu amo coca-cola, mas teria que ter algum sacrifício real e faz mal de verdade e eu adoro saladas, frutas e todo tipo de coisas naturebas e vegetarianas (adoro carne e sempre adorarei, só pra constar, mas não é uma exclusividade).

Então, plano traçado, hora de por em prática. A natação como educação física era no horário do estágio, foi a primeira coisa que eu desisti. Não dá para tomar água com tudo, a coca-cola mata meu fígado e o suco mata meu bolso ¬¬. Sanduíches naturais são pequenos e caros, também não gosto dos outros, prefiro fazer minha própria comida, mas quando não tem jeito não dá pra optar pela mais saudável. Porque o que conta não é a quantidade de calorias, gorduras totais, gorduras saturadas, gorduras trans, gorduras monoinsaturadas, gorduras poliinsaturadas, colesterol e etc. que um produto possui, mas a quantidade de valor monetário que vamos ter que nos desfazer.

Em último caso, há coisas saudáveis que podemos associar com esses alimentos não saudáveis, falta de exercícios e o exagero nos refrigerantes como: o bumbum vai ficar parecendo uma linda laranja, o rosto com um jeito de maracujá murcho, os dentes da cor de milho, uma cinturinha de melão, peito pêra, (pera cintura) e outros exemplos que esqueci agora.

Alimentação saudável é mais dificil do que eu imaginava... Ou me mato aos poucos comendo essas porcarias, ou mato meu bolso depositando todo o meu salário em comida, ou morro de fome...

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Sonho


Esta noite sonhei com você, eu estava tão cansada, nem deitei para dormir, simplesmente desmaiei na cama. Não lembro o que passava na TV, nem de ter programado o celular para me acordar esta manhã. Não lembro se liguei o ventilador (fazia muito calor), não lembro em que posição dormi

Só lembro que senti seu corpo ao lado do meu (por certo eu já deveria estar dormindo). Então te abracei, nos acomodei da forma mais confortável. Não houve beijos ou carícias, houve apenas o abraço e a sensação de querer te proteger (sendo que eu quem preciso ser protegida).

Deitei ao seu lado, pus meu braço sobre o seu, te trouxe mais para perto de mim. Eu te amei, ali em silêncio e imóvel. Sem dizer ou fazer nada. Eu te amei. Sentia-me acolhida. Era quase fraternal. Só queria ficar perto e te defender. Só queria te proteger. Só queria você ali do meu lado, ao meu alcance para que eu não deixasse nada de mal acontecer.

Então acordei sozinha, não sei onde ou como você está, se precisa de mim ou já me esqueceu. Acordei querendo voltar a dormir, acordei e quis te encontrar, quis te proteger, porque eu já fui anjo e hoje não sei mais quem sou eu...

14 de outubro de 2009
Mais ou menos 20h
M.D.

domingo, 11 de outubro de 2009

Confusões sobre sentimentos certos por motivos errados

Senti um calor súbito nas minhas faces

O sangue a percorrer todo o meu rosto
Os lábios secos e pulsando
Pulsando, queimando, querendo sair do rosto.
As mãos trêmulas mal sabiam onde pousar
O coração acelerado...
Era tudo o que eu sentia
Era tudo e eu sentia
Sentia os pés fora do chão
E uma leve brisa a contrastar com minha pele em chamas.
O cheiro de incenso forte, em toda parte
Meus olhos enchiam de lágrimas
A temperatura aumentava ainda mais
Quase dava para sentir as gotas evaporando ao tentar percorrer meu rosto
Senti o gosto salgado umedecendo meus lábios
Tentei respirar e não lembrava como
Tentei me mover, sair do estado de quase coma em que parecia ter entrado.
Não encontrava forças para mais nada
Não sabia se era eu ali
Não conseguia raciocinar, não sabia o que escrever
Não sabia o que fazer
Entreguei-me então, deixei-me sentir.
Chorei, tentei sorrir
Esperei a temperatura baixar, o calor me calar
As sensações eram tão irreais
Esperei acordar
Tentei dormir...

sábado, 10 de outubro de 2009

Alquimista


Sou apenas uma alquimista tentando transformar Ouro em Chumbo.

Sou uma alquimista na contra-mão.
O avesso do que todos os outros alquimistas são.

Eu já tenho Ouro, que irradia uma luz que me cega e não me guia
Já tenho preciosidades.
Ouro que não é meu, precioso metal que tanto não quero.
Que não tenho, que não mais espero, mas que tanto preciso.

Mais uma vez me ponho questionando o valor da tal pedra filosofal
Olho ao redor e vejo que não tenho mais magia
Não posso desfazer o que foi transformado no fogo e na luz da minha alma
Não posso fazer o Ouro voltar a ser Chumbo

Sou uma alquimista tentando me transformar...
Sou uma alquimista tentando transformar a luz do sol em uma lâmpada
O asfalto em calçada
O amor em nada.


segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Palavras Nº não sei quanto


Não sei mais escrever,

Não sei mais se escrevo o que quero ou o que me leem
Não sei mais o que as palavras querem dizer
Não sei...

O que deve ser dito quando as palavras não querem calar, mas não podem significar o que querem dizer?
O que deve acontecer para que as palavras voltem a ser elas mesmas?
Os fatos não mudam as palavras, mudam seus significados, omitem algumas, expõem outras.
As palavras não são as mesmas.
São pesadas, medidas, pensadas e repensadas, e mesmo assim ainda saem muitas vezes, de qualquer forma.

As palavras, às vezes, não saem, ficam presas na garganta, imploram por alguém que as escute, alguém que as entenda, mas elas não saem, se prendem a si mesmas, unem-se formando um nó e ali ficam, tirando o ar e a razão.

Não sei mais escrever
As palavras não me entendem mais, não me explicam
Não me expõem, não me ajudam
Minhas palavras agora são somente minhas
E ainda não sei fazê-las minhas apenas.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Post imenso de fim de semana (I Areia Fest)

Mais um fim de semana agitado!
Começou na sexta-feira o I Fest Areia - XIII Festival da cachaça e rapadura (só mudou o nome). E tudo deu pseudoerrado ou pseudocerto, como queira chamar. Foi bom, foi ruim, foi ótimo, foi péssimo... foi maravilhoso.

O PRIMEIRO DIA

Arrumei a "mala" na sexta-feira de manhã, mas deixei para terminar quando chegasse do
estágio.
Cinco da tarde, sai do estágio, peguei um ligeirinho, na tentativa de chegar mais cedo em casa... (não sei porque tem esse nome, ôhh ônibus devagar...)

Cheguei em casa atrasadíssima, o ônibus para Areia sairia de seis horas, só fiz fechar a bolsa e sair, esqueci um monte de coisas.
O cartão de passe do ônibus foi uma das coisas, quando estavamos quase na rodoviária percebi que tinha esquecido a carteira de estudante, não dava para pagar inteira. Passava das seis, as meninas me olhavam com raiva, fui até a rodoviária saber se tinha outro ônibus, havia para sete horas. Voltei correndo, fui em casa buscar a carteirinha, quando fui comprar as passagens só tinha duas, éramos três.

Tudo bem, dividiríamos. Eram separadas... a 32 e a 45¬¬. Conversando com o povo no ônibus, conseguimos ficar as três em duas poltronas, fomos ouvindo o povo cantando brega o caminho inteiro, e eu preocupada porque se por um lado esse era o festival da cachaça (o que é uma coisa ótima) era também o Bregareia (o que era péssimo). Pensei que talvez eu ficasse bêbada o bastante para não escutar o tipo de música que estava tocando.

Chegamos perto das nove da noite. Ficamos na casa de um amigo do primo de Naiara, nos trocamos. Bagunçamos todo o quarto. Fomos para a festa. Tomamos "serra de Areia" não gostei, cachaça muito doce e enjoativa. Foi divertido. Encontramos conhecidos. A música não tava tão ruim. Ficamos morrendo de frio.

O SEGUNDO DIA

Ôh ressaca!!! Tá bom, mais de sono que de qualquer outra coisa, acordamos tarde, passeamos pelo campus, vimos o orquidário, deitamos na grama, brincamos de fazer estrelinha.
Conseguimos café, finalmente, dormi, dormi, dormi mais. Tentei aprender a pilotar moto.

À noite show de Geraldo Azevedo "Dona da minha cabeça..." muito legal, ficamos perto do palco, tomamos Uísque com Redbull (propaganda gratuita) (coisa de playboy), fez mais frio. Tocou Gilliarde (Breeeeeegaaaaaa).

TERCEIRO DIA


Perdemos o show de Zezo, [Graças a Deus (a única coisa que era realmente brega)], muita gente.

Axé, cachaça, novos amigos, ganhei uma caneca (marca registrada da festa).

Dancei até não poder mais. Voltamos a pé, cantando na rua.

Jantar, voltar, última noite, mais axé, no fim Capim Cubano, voltamos antes de eles tocarem(ainda bem). 4h da manhã, 19° C, chuva, não havia taxi, voltamos a pé, congelando.

QUARTO DIA

Dia de voltar pra casa, acabou o Areia Fest, agora só ano que vem.





quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Post "diário" de fim de semana



Um pouco atrasada para falar do fim de semana, mas não poderia deixar passar...

Estou feliz! Posso dizer que me sinto assim e sem nenhum motivo aparente, apenas me sinto feliz (essa frase se encaixava perfeitamente no domingo à noite antes de eu saber que o programa de rádio que o meu grupo precisa fazer é para este fim de semana).

Senti como se tivesse deitado na sexta-feira e só acordado segunda de manhã, passei a maior parte do FDS dormindo, ahhh, como foi maravilhoso!!!!

Na sexta-feira quando saí do estágio o RU (Restaurante Universitário) já estava fechado, fiquei sem jantar. Fui assistir à primeira exibição do novo curta de Niu Batista "Do outro lado da porta" (quando eu tiver um trailler ou mais informações coloco aqui), é ótimo, tocante e possibilita inúmeras releituras. Depois de ver o vídeo fomos a um restaurante chinês. Eu já tinha experimentado comida chinesa, mas nunca em um restaurante, bem aconchegante por sinal (propaganda gratuita) a música é boa e dos garçons que trabalham lá, três são de Natuba (minha terrinha!!! *.*).
Depois do jantar, ao chegar em casa, fui falar com as meninas (as residentes com quem eu tenho mais contato, todas estavam no quarto de Mônica, a chefe da quadrilha). Apenas três frases foram pronunciadas.

_E aí galera_ falei na maior inocência.
_Marília chegou_ disse Andréa
_Pega ela!!!!!_Gritou Juliana.

Sai em disparada, elas estavam todas pintadas de azul, e me perseguiram pela casa inteira para me pintarem também. Consegui descer os dois andares e chegar até o quintal, mas elas eram muitas e conseguiram me pegar...

Foi ótimo, super divertido, apesar de eu não querer sujar minha roupa.


Sábado tranquilo.


Domingo batatinha frita no shopping, doritos com filme em casa.

Segunda-feira... Quero logo que chegue a sexta de novo!

sábado, 19 de setembro de 2009

Entre Quatro Paredes


No fim de semana passado fui ao assistir ao novo espetáculo teatral do Grupo Graxa de Teatro, Entre Quatro Paredes.
Fiquei maravilhada com a intensidade, a explosão dos atores, tentei filmar alguma coisa, mas meu celular não ajudou ¬¬

"A encenação, inspirada em obra do francês Jean Paul Sartre, faz parte de um dos eventos comemorativos do aniversário de quatro anos de atuação do Grupo.Entre Quatro Paredes propõe ao público uma reflexão a respeito da percepção das necessidades de convivência entre os seres humanos e de um conseqüente respeito mútuo entre as pessoas; isso seja lá em que condição for: homem ou mulher, homossexual ou heterossesual, herói ou vilão, ou ainda quando qualquer tipo de distinção ou categorização maniqueísta ainda não é muito precisa ou distinguível.
Além do trabalho novo, o Graxa ainda prossegue com incursões pelo interior do Estado, em cidades como Sousa, Cajazeiras e Nazarezinho com a peça adulta Déjà Vu e com o infantilFaz de Conta, através do apóio do Centro Cultural BNB (Banco do Nordeste do Brasil) de Sousa. Em setembro, os dois referidos espetáculos serão apresentados em Campina Grande no I Festival Palco Giratório do SESC - PB (Serviço Social do Comércio). E o infantil Faz de Contaapresenta-se ainda na cidade de Juazeiro do Norte – CE por meio do apóio do BNB.

Sinopse:
São 03 seres, retirados de suas rotinas “normais” e introduzidos em um outro espaço físico, que é ao mesmo tempo área de passagem e lugar para reflexão, em que o outro será o reflexo do si mesmo. Permeados por elementos como a sensualidade e a brutalidade; Garcia, Ester e Irani irão se esforçar para alcançar as compreensões do ser social e do ser individual."

*Texto retirado do blog http://dancaparaiba.blogspot.com

Na adaptação do grupo graxa esses três seres são interpretados por cinco atores que revezam os personagens entre si, criando uma expectativa ainda maior e aguçando nossa curiosidade para descobrir o mais rápido possível quem é quem a cada cena.

A imagem e o áudio estão horríveis... mas dá p sentir um pouco o clima da peça...


terça-feira, 15 de setembro de 2009

Cordel

Canta-se quando música existe.
E se é poeta já ouvi dizer
que não importa nada além do momento,
que para ser poeta não é preciso ser alegre ou triste.

Então quem concorda com tal sentença
Faça-me o favor de explicar
Sobre o que eu vou cantar
Sem que nada me aconteça?

E para o momento existir
É preciso algo acontecer.
Triste ou alegre, ou o que possa parecer
Assim para cantar é preciso mentir

Canta-se quando música existe
Sem melodia o que sobra da canção?
Sem alegria não toca o coração
E sem emoção não há nem que se dizer de triste.

O que faz um poeta?
Se derrama em prantos de tinta
Se enfeita, disfarça e se pinta
Cobre com as palavras o espinho que lhe espeta.

O que poderiam ser momentos?
Algo sempre existe para marcar a história
Momentos bons ficam na memória
Momentos ruins tentamos afastar do pensamento.
O poema canta a fala de quem cala
A música fala de um canto
Transforma tudo em pranto
Traz flores dos sonhos que o poeta embala

Então para poema existir
É preciso existir dor
Ou preciso existir amor
Ou é preciso fingir

Para a música existir
É preciso haver paixão
E tocar o coração
De quem por assim possa ouvir
Mas para o momento existir
Basta haver coisa qualquer
Pode ser homem, mulher
Importa apenas a mensagem transmitir

Momentos hão aos montes
Dificil é encontrar inspiração
Não adianta apenas boa intenção
É preciso beber das fontes.

*Meus filhos Bruxinha e Biscuit *_*

sábado, 12 de setembro de 2009

Olhos falantes


Ela falava muito e sabia disso. Ela falava tudo o que vinha à sua cabeça. Nem sempre o que eu queria ouvir, mas sempre o que quis dizer.


Ela falava muito e não apenas com sua boca. Ela sabia também falar com os olhos.

Olhos que passavam a ternura de seu ser. Olhos ingênuos, por vezes preguiçosos. Seus olhos não mentiam. E falavam, mesmo que calados, mais até que as inumeras palavras que sua boca pronunciava.

E como eu amava a forma como ela olhava para mim. Amava tanto quanto odiava a forma como ela olhava para mim. Aquele tom esverdeado a denunciar o quanto ela me amava para todos que a vissem me olhar. Seus olhos brilhavam ao me ver, sorriam para mim.

Aqueles olhos me endeusavam, admiravam... me observavam enquanto eu dormia, enquanto suas palavras calavam e ela apenas me olhava.

Seus olhos falavam até quando se esquivavam, quando algo a deixava envergonhada. Essa era outra coisa que eu amava nela. Sua timidez, a forma como se atrapalhava com as tantas palavras que dizia, e como tentava concertar com mais e mais palavras e expressões e olhares que procuravam abrigo em algum lugar do quarto.

Eu amava aqueles olhos. Olhava a beleza inocente deles refletindo seu interior. Amava aqueles olhos que me desejavam. Eu odiava aqueles olhos por me desejarem tanto. Eu odiava ter que dizer adeus e vê-los suplicarem calados para que eu não fosse.

Odiava vê-los encher de lágrimas e calar as palavras dela em instantes angustiantes e que pareciam eternos de silêncio e despedida. Odiava os olhos dela que não vejo mais. Odiava não poder odiar aqueles olhos, aquelas palavras que sabiam o que dizer quando eu mais precisava e que muitas vezes disseram as maiores besteiras em horas indevidas.

Eu amava aqueles olhos falantes. Odiava aqueles olhos por falarem tanto. Amava eles falarem comigo por horas e horas e adorava quando eu perguntava o que estava fazendo e ela calava as milhares de explicações que poderia dar e apenas me respondia: "Estou só te olhando".

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Por que meu blog?

Talvez eu seja muito infantil para ter um blog. O que é preciso para ter um blog? O que as prováveis pessoas que leem blogs, veriam de interessante no meu blog? Eu não sei.


Pensei em acabar com essa tortura, deixar de ceder às palavras, parar de deixá-las me dominar. Pensei em matar, excluir, destruir o blog. Pouparia-me de divagações sobre essas besteiras que acontecem com todo mundo. Por que haveria de ser o fim do mundo? Não é nem se quer original.

Talvez eu fale de mais para ter um blog. Claro que o objetivo disto aqui é se expressar, mas talvez eu devesse postar coisas de terceiros, músicas, filmes para download, poemas de grandes autores, coisas que fazem as pessoas lerem blogs ao invés de discorrer a respeito de minha vida e minha "experiência" com o amor, ou seja lá o que isso for.

Talvez eu não saiba fazer um blog, meu blog não é nem mesmo um diário, aqui não conto os minímos detalhes de minha vida, squi os acontecimentos muitas vezes são atemporais, são textos antigos publicados em situações que não tem referência nenhuma, são pseudoconfissões onde tenho de me policiar o tempo inteiro.

Meu blog eleva ao grau máximo a minha esquizofrenia. As palavras são vozes sem nexo sopradas aos montes em meus ouvidos, e antes que eu as entenda já estão no papel, ou aqui, ou em qualquer outro lugar onde possa armazená-las.

Talvez eu não tenha outra opção, a não ser manter-me neste mundo virtual, onde falo sem saber porque, onde poucos me escutam, onde tenho medo de ser quem sou, como sou e onde tenho coragem de ser o que ninguém pode ou o que ninguém quer.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

...

E quanto aos olhos.

O que me dizem da boca?

E as bocas,
O que pensam da cabeça?

E as cabeças,
O que sentem sobre o coração?

Os corações,
O que veem nos olhos?

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Estavam felizes, mergulhados em seu amor e seu suor.

Emaranhados entre lençóis, pelo e pele.
Prostrados de cansaço e de paixão.
O mundo poderia acabar naquele momento
Talvez passasse isso por seus pensamentos.
Acabar tudo em extrema felicidade,
Num momento perfeito
Onde tudo fazia sentido.
Poderiam morrer naquela hora...
E assim o fizeram
Depois de se matar de amor
Se matar de paixão
Se matar de tesão
Se mataram.

M.D.
04 de setembro de 2009
02:30


sábado, 29 de agosto de 2009

Amar se aprende amando*


Pouco tempo atrás movida de muita TPM, saudade extrema e uma dose de solidão inevitável, eu questionei o amor, questionei os motivos do amor, a intensidade, a verdade.


Mas agora, depois de um tempo, vejo que o amor não pode acabar, mas pode ser confundido, quem disse que tudo o que sentimos por outrem é amor? Buscamos o amor tão incessantemente que quando encontramos qualquer coisa (até por não conhecê-lo) julgamos ser amor. E insistimos no sentimento até percebermos que tudo esfriou, tudo mudou apesar de estar do mesmo jeito. E diz-se "O amor acabou". Se acabou é porque não era amor. O amor não morre. O amor é eterno e é ele que move o mundo.

Agora eu remeto a uma frase que li no blog Elvis Costello Gritou meu Nome "O problema é que eu amo de mais qualquer coisa que se apresente com a mínima intenção de me amar também" e aí onde me perco. Talvez não seja amor o que eu sinto, seja apenas necessidade (talvez eu nem esteja interpretando de forma correta o que a frase disse, mas me fez refletir desta maneira).

Assim eu vejo o quão egoísta meu sentimento/necessidade se tornou. Eu amo? Não sei. Eu preciso? Se sim, por quê? Mas se for realmente amor... é amor a quem? O que estou tentando dizer é que esses sentimentos se confundem, mas de toda a bagunça formada na cabeça, aquele algo limpo e puro que resta, é justamente o amor.

E só vê o amor, quando passou a cegueira da paixão. Então eu me peguei pensando, pra que insistir se não é recíproco? E se depois de o tempo passar ainda sinto algo, isso pode ser amor, mas não posso obrigar ninguém a me amar. Não é assim que funciona. E insistir demasiado é obsessão.

A maior prova de amor que eu posso dar neste momento é justamente deixar ir... Ser feliz. Encontrar o amor verdadeiro, se não foi comigo é porque não era para ser. Amar outra pessoa é querer vê-la feliz, e isso não quer dizer necessariamente fazer parte ou ser o motivo dessa felicidade.

O amor que eu sentia era egoísta, não era nem amor a mim mesma, pois sofria pelo fato de não ser correspondida, Não posso obrigar alguém a gostar de mim, até porque se não for espontâneo não é amor e só traz sofrimento (para todos).

Meu amor ainda é egoísta, mas estou tentando pensar menos na minha felicidade e mais na de outrem. Melhor sofrer sozinha que fazer alguém sofrer...

terça-feira, 25 de agosto de 2009

24-04-09 13:16

Passei um tempo sem lembrar do meu coração, deixei-o de lado, esqueci sua dor.Não sem perceber, mas propositalmente. Sempre que ele vinha me encomodar com lágrimas e com dor eu simplesmente o ignorava, pensava em outra coisa e seguia em frente.


Mas hoje, justo hoje, não sei porque comecei a pensar em coisas que fazem meu coração doer. Desenterrei toda mágoa e tudo de ruim que estava guardado dentro de mim. Voltei a pensar em palavras duras que ouvi e a matar a esperança que às vezes sinto que é mais forte que eu.

Remexi na fenda do coração que estava quase totalmente cicatrizada. Porque não posso deixar de sentir essa dor. É ela que me dá base para a seriedade. E é muito estranho tudo isso. Como posso ser tão frágil e ser dominada por um sentimento? Sentir necessidade de pertencer a alguém? Quando o que eu preciso na verdade é pertencer a mim mesma.

João Pessoa, 24/04/09 13:16
M.D.

domingo, 23 de agosto de 2009

À tudo que é meu...

Os papéis que me ouvem
Os livros que me veem
As letras que me falam
O silêncio que me acompanha
A história... minha vida
A memória, minha inimiga.
A música que me ensurdece
As palavras que me emudecem
À Tudo isso
Ao que me pertence...
A sabedoria que me engana!



quinta-feira, 20 de agosto de 2009

O que é o amor?

O que é o amor? Será que isso realmente existe, ou será que existem várias formas de amar? Eu amo minha mãe (embora certas vezes ela me deixe de saco cheio), amo meus filhos (meus animais de estimação), amo meus amigos, tenho pouquíssimo (porém algum) amor próprio, amo escrever, amo... amo... amo...

Mas e aquele amor romântico? Aquele que se destina a alguém especial. Aquele que vai preencher seus pensamentos nas horas de ócio, de trabalho, de estudo e até o subconsciente enquanto você sonha? Aquele amor é realmente amor?

O que é o amor? Para você. Será que já amou? Só se ama uma vez? E o que era aquilo que sentia por quem veio antes de mim? E o que você sente por quem agora ocupa meu lugar?

Será que era amor? Me provoca, me convence, me mostra que damos certo. Você sabe o que é o amor? Você que ama a novidade. Amar a novidade é amar de verdade?

Uma hora a novidade acaba, você se cansa. Você se cansa dos meus poemas, se cansa das minhas palavras apaixonadas, você se cansa da forma como eu te olho, se cansa do meu sorriso bobo de manhã. Se cansa da minha cama de solteiro e daquela cor alaranjada do lençol. Você se cansa de ficar com o travesseiro bom. De ficar com o travesseiro ruim. Cansa da comida que eu faço, da comida que compramos pronta, de sair pra comer fora. Você se cansa das minhas roupas, do meu cabelo, do meu cheiro, do meu corpo, meu toque, meu cafuné. Você simplesmente cansa porque eu era novidade e agora sou só rotina. Você se cansa de ser o centro do meu mundo e me joga para as periferias do seu.

E agora? O que é o amor? Talvez você já tenha sabido, talvez não. Talvez um dia saiba, talvez não. Talvez você já o tenha encontrado e deixado passar, ou não. Não consigo entender o amor. Talvez justamente por não ser de amor que estou falando aqui. Só porque para mim era assim, deveria ser para você? Talvez nem fosse amor mesmo, quem vai saber?

E agora? Você continua em busca de novidade e eu da mesma estabilidade que sempre busquei. Você se diverte e eu sofro por não ter mais quem eu julgava ser meu amor. Agora você troca tudo o que eu sentia por uma novidade qualquer, qualquer uma. Você deixa de ser o amor da vida de alguém para viver só mais uma novidade, ser só mais uma novidade. Mas e quando novamente a novidade acabar?

M.D.
João Pessoa, 20 de agosto de 2009, 12:44