quarta-feira, 29 de julho de 2015
Sobre rever esperanças
Devaneado por: Marília Domingues às 20:56Hoje eu estava fazendo uma limpeza online. A microsoft liberou o Windows 10 e eu estava meio que preparando o território para ele, mesmo sem precisar. Então no meio dos documentos eu pude perceber como o país retrocedeu enormemente em pouco mais de dois anos.
Uma das coisas que encontrei nessa 'faxina' online foi uma gravação da apresentação do meu TCC - escrevi uma grande reportagem sobre homossexualidade e religião - e percebi como o panorama da época parecia outro.
Naquela época já tínhamos um tímido Bolsonaro, mas Malafaia e Feliciano eram vozes quase solitárias e não tínhamos a ameaça real do Cunha, o tal todo poderoso da Câmara dos deputados.
No trabalho eu ouvi homossexuais e pais de homossexuais, além de autoridades religiosas. Dos gays, apenas um era ateu e outra não tinha religião definida apesar de se considerar cristã. Tinha depoimentos de homossexuais católicos e também espíritas. E nas conversas com o Padre e o pastor as coisas apesar de difíceis parecia haver uma esperança, um fio de tolerância no fundo de tudo isso.
As minhas considerações finais à época apontavam isso, apesar de agora enxergar que talvez o erro tenha sido meu, em não ter me esforçado mais em procurar homossexuais evangélicos (será que eles simplesmente não existem? ou a igreja já ali os cobria com seu véu de hipocrisia?).
Em dois anos a conjuntura do país mudou completamente. Passamos para uma teocracia disfarçada, reguladores da vida amorosa dos outros, uma obrigatoriedade de seguir cegamente as orientações de pastores que fazem tudo menos seguir o que a Bíblia diz.
A sociedade parecia querer se abrir, tolerar, mas hoje em dia é como se vivêssemos em estado de sítio todo o tempo. Casos de estupro e sequestro estão se tornando rotina, praticados por uma sociedade machista que acha que tem direito sobre o corpo das mulheres, que as diminui, humilha e mata.
Esta mesma sociedade também tornou-se ainda mais racista, após esses mesmos 'representantes de deus' se colocarem a favor da redução da maioridade penal, do 'bandido bom é bandido morto' e do 'atira no negro primeiro, depois pergunta se tem ligação com o crime'.
E uma sociedade onde um casal gay dar as mãos em público é uma afronta, mas pregar ódio é apenas opinião. Uma sociedade que nos expõe e crucifica os diferentes.
Como as coisas mudaram. Como de repente todo o fio de esperança se esvaiu e tudo parece tão difícil. Lembro de uma entrevista da atriz Marieta Severo na Folha de São Paulo, onde ela se abismou pelo fato de que direitos já conquistados podem ser tomados das pessoas. Como podemos retroceder tanto em pleno século XXI.
Se eu estivesse escrevendo aquele texto hoje, com certeza a conclusão seria outra. Hoje não vejo mais esperança no futuro, mas sinto medo do fundamentalismo. Sinto-me impotente diante do cenário nacional e dos monstros no Congresso, da Assembleia, dos gestores, do desconhecido misógino e homofóbico.
Assim como todo o resto da população, principalmente de cidades violentas, como João Pessoa vem se tornando, tenho medo de ser assaltada também, de sofrer um acidente neste trânsito louco e isso não minimiza meus outros medos, apenas potencializa.
A onda fundamentalista saiu dos pequenos lugares e invadiu nossas casas, com nossos pais condenando uma novela por ter um casal de idosas gays. Transformando a vida dos outros num inferno ao tentar impor uma religião forçadamente e tolhendo nossa liberdade em nome de uma moral que sinceramente eu nunca vi, tampouco bons costumes. Talvez eu reescreva algo.
Palavrinhas Baú de papéis e lembranças, Informação, reflexão, Religião
terça-feira, 9 de setembro de 2014
Aquela que se posiciona nas eleições ou revoltada com a massa que não sabe votar
Devaneado por: Marília Domingues às 22:25Estou de saco cheio desses escândalos envolvendo políticos. Agora é que não voto mesmo no segundo turno, nem aquele voto de medo do Brasil ser dominado por uma evangélica-homofóbica-que-muda-de-opinião-mais-do-que-de-roupa. Reclamo tanto da corrupção que não vou me dar ao luxo de ir contra meus princípios por medo. Não votarei em Dilma, nem em Marina, muito menos em Aécio. Estou em dúvida ainda entre Eduardo Jorge e Luciana Genro no primeiro turno.
Para deputado também, tem um monte aí parasitando a Câmara Federal e a Assembléia Legislativa sem dar uma gota de contribuição à população a não ser se vender para quem pagar mais.
Vou votar em Seu Ciço para estadual e em Renan Palmeira para federal. Senador ainda não me decidi, mas também ha candidatos que já tiveram chances e chances e nunca mostraram para que vieram, além de um acusado de plagio de projeto.
Para governador meu voto vai para Tarcio Teixeira, apesar do medo do candidato Casse-o ser eleito em primeiro turno. Vou dar meu voto utópico sim, por uma Paraíba muito melhor, apesar de admitir que Ricardo tem sido um governador em infinitos aspectos melhor que Cássio e que talvez eu possa votar nele num segundo turno.
Não digo que minhas escolhas são perfeitas ou certas, mas não voto de cabresto. Ninguém está me obrigando ou pedindo, estou analisando os projetos e a forma como lidam com questões que me afetam pessoalmente, que afetam a população brasileira de forma positiva. Não vote por que candidato A é bonito ou porque o pastor ou o padre mandou, ou ainda por medo de perder benefícios como o bolsa família porque nenhum governante vai extingui-lo (talvez o pastor Everaldo).
Vote com convicção, acreditando que o candidato será o melhor para a nação ou para o estado e não apenas para a própria família ou um grupo de pessoas (geralmente a classe alta e empresários). Escolha com consciência porque a única arma que temos contra a corrupção e para melhorar o nosso país é o voto.
Palavrinhas Crítica, Eleições, Informação, Jornalismo, reflexão
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
Um agosto qualquer
Devaneado por: Marília Domingues às 20:42Hoje novamente um parente me falou que meu pai brada aos quatro ventos o quanto tem orgulho de mim, já ouvi de outros e até dele mesmo alguma vez. Então fiquei me perguntando, do que ele tem orgulho? Meu pai sequer me conhece, duvido que ele saiba quantos anos eu tenho, que meu cabelo já está ficando branco, que ele conheça meu sotaque ou saiba a cor dos meus olhos. Talvez se eu passasse na rua, ele nem me conhecesse.
Meu pai não sabe os perrengues que passei para chegar aqui, nem como eu fiz para me virar quando tinha três empregos que não pagavam quase nada e ainda estudava. Ele não sabe que eu já fui vendedora de cartões para uma ONG, ou de cartões de crédito, ele não sabe da minha passagem por um restaurante no shopping Tambiá, nem de quando fui monitora escolar numa comunidade em Bayeux e tinha que pegar alternativo (um deles, o motorista prendendo o cinto no freio de mão) ou quando fui recenseadora nas proximidades do presídio do Roger.
Meu pai sequer ligou para me parabenizar quando passei no vestibular, ou quando me formei, mas se orgulha em dizer que tem uma filha jornalista.
Meu pai não teve um centavo de participação no meu apê, mas espalhou para todos que tinha comprado um para mim quando eu ainda era adolescente. Aliás, ele sempre foi mestre em aparecer de vez em quando (de vez em quando mesmo), oferecendo mundos e fundos e não cumprindo nada.
Meu pai não tem motivos para se orgulhar, ele nem conversa comigo para saber como está minha vida. Não sabe nem qual o dia do meu aniversário. E a única coisa que me agrada em relação a ele, é desmentir todas as coisas que ele diz para os parentes, ainda assim pela total falta de consciência dele, por parecer que não há o mínimo problema de ser pego na mentira, isso não faz nem sentido. Não tem porque meu pai se orgulhar de mim, porque ele simplesmente não sabe quem eu sou!
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terça-feira, 5 de agosto de 2014
João Pessoa 429 anos: Apesar dos pesares...
Devaneado por: Marília Domingues às 18:55Amo João Pessoa, mesmo que ela não seja realmente minha, mesmo que eu nunca tenha visto o por-do-sol no Rio Sanhaua da Casa da Pólvora, mesmo que eu nunca tenha entrado no mosteiro... Mesmo que eu nunca tenha feito um roteiro desses que é destinado aos turistas.
Amo João Pessoa, mesmo que aqui o final de semana não tenha absolutamente nada para fazer. Amo a praia, mesmo que não possa deixar as coisas na areia para entrar no mar porque alguém pode roubar, mesmo que nas praias mais acessíveis eu saia me coçando da água..
Amo João Pessoa e um dos cartões postais da cidade tem o nome do meu pai (e outras características também). Parque SOLON de Lucena a Lagoa, mas é um lugarzinho escuro e sem vida que ninguém consegue passar muito tempo perto. (Apesar de prometerem uma reforma total - em andamento).
Amo João Pessoa, mesmo que eu tenha medo de sair na rua a qualquer hora do dia ou da noite. (Quando me mudei para cá, 8 anos atrás, era só durante a noite e nem tanto). Mesmo que eu já tenha sofrido tentativa de assalto no centro, na praia, no ônibus.. Mesmo que no são João eu tenha ficado confusa sobre se eram fogos ou tiros e quando me convenci que eram fogos, o noticiário disse que uma 'vizinha' tinha morrido baleada dentro de casa.
Amo João Pessoa, apesar de levar mais de 1h em pé num ônibus lotado para chegar no trabalho que fica a 20 minutos de carro. Mesmo que quando eu consiga sentar venha o povo da Manassés oferecer coisas inúteis por 2 reais sob a justificativa que poderia estar roubando. Ou ainda que esteja cheio de 'Mofi' ouvindo música da 'Okaida'.
Amo João Pessoa (Parahyba), mesmo que nossos símbolos históricos se confundam com crimes passionais e que a maioria da população não saiba ou não ligue para isso. Mesmo que estejam destruindo o que deveríamos nos orgulhar (como a mata verde, a esperança.. Vide Renata Arruda). Mesmo que o Centro Histórico esteja praticamente abandonado, esperando desabar para ser construído algo em seu lugar (?), ou que tenhamos perdido o titulo de cidade mais verde do Brasil. De que importa se mais veículos podem trafegar na Epitácio? Vamos fazer o mesmo com a Beira Rio?!
Amo João Pessoa e não conheço quase nada de seus 429 anos e o pouco que sei dos 8 anos que passei aqui é que devo ser masoquista por amar essa cidade, mas amo. Sei que os problemas não são só daqui, mas queria muito conhecer a cidade pacata e receptiva que tanto ouvi falar.
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terça-feira, 13 de maio de 2014
Somos Todos Culpados
Devaneado por: Marília Domingues às 21:18Estou cansada de todos colocarem a culpa em fulano ou beltrano e não se conscientizar de sua própria culpa. Somos todos culpados. De não saber votar, de se contentar com migalhas, de se fazer de coitados... Todos somos corruptíveis e cada dia que passa 'pessoas de bem' viram exceções.
O jeitinho brasileiro é uma total falta de respeito com seu próprio povo. Pregamos que é inteligente ser malandro. Jogamos nossa cultura no lixo, onde nossa humanidade jaz também há algum tempo. Deixamos de ser humanos, deixamos de nos importar com os outros.
Conforme a classe média avança, queremos que os pobres morram para deixar de ser um empecilho ao desenvolvimento do país. Desenvolvimento... desenvolver o que? Somos uma grande nação aos olhos de quem? Poder econômico nas mãos de poucos enquanto a grande massa paga por regalias absurdas dos outros. Somos uma grande nação erguida as custas de altos impostos e pouco retorno.
Somos um bando de alienados que acha que patriotismo é torcer para a seleção brasileira de futebol. Somos ignorantes e estúpidos e só sabemos consumir e consumir. Jogamos nossas frustrações na mídia, culpamos a Dilma, acreditamos que o problema começou agora...
Como ficamos tão inertes? Como esse sentimento de impotência atingiu tantas pessoas? Culpamos todos, mas não olhamos para nós mesmos, não movemos um dedo para melhorar o que quer que seja, acreditamos que não é da nossa conta.
Em quem você votou para deputado na eleição passada? e senador? o que esses políticos fizeram em quatro anos de mandato? Por que você não conversa sobre política com seus amigos? Por que não se informa para ter opiniões embasadas? Por que continuamos cometendo o mesmo erro de novo, e de novo e de novo?
A culpa é toda nossa! Nós os colocamos lá, nós fizemos toda essa merda acontecer. Falam do analfabetismo, mas o pior de tudo é o analfabetismo funcional. Não falo só das pessoas que só sabem ler e assinar o nome, falo também dos universitários, que tem teoria, que passam quatro, cinco anos numa instituição e saem mais vazios que quando entraram. Se não dá para começar de baixo, que é onde o governo deveria investir, por que não começamos por nós? Porque ninguém quer dar a cara a tapa e admitir que não sabe de nada. Ninguém quer começar do zero. Todos somos muito sabidos, 'jeitinho brasileiro', lembra?
Então, a solução que encontro é me juntar a essa massa. se não pode vencê-los... Mas eu me recuso a fechar os olhos e achar que está tudo bem. Me recuso a apenas fazer reclamações vazias e genéricas. Tento convencer as pessoas a fazerem o que é certo e sou chamada de utópica, então fico triste, vou percebendo que cada dia menos pessoas tem o desejo de realmente mudar alguma coisa. E que na primeira oportunidade que tiverem de usar o 'jeitinho brasileiro' assim o farão. Por isso quero sair deste país, me sinto em um caldeirão fervendo a ponto de explodir e não posso fazer nada para impedir.
Também sou culpada, assumo a culpa, mas consciente disso ao menos.
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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
Aquela revoltada com a cura gay
Devaneado por: Marília Domingues às 17:56

Um projeto desses sendo aceito, além de regredir, vai aumentar o sofrimento dos jovens homossexuais, aqueles que vivem com os pais, eles vão passar por sessões intermináveis para tentar se livrar de uma coisa que é intrínseca a eles...
Curar um gay é igual pintar o cabelo, ou usar uma lente de contato. Não vai mudar a cor natural, apenas disfarçar, é fingimento e sofrimento.
O Brasil precisa pensar em quem coloca no poder, tantas pessoas morrendo de fome, tanta corrupção e injustiça e os deputados pensando se ser homossexual é doença ou não, mesmo que esteja cientificamente comprovado que NÃO É. O Estado precisa parar de usar colocações bíblicas para justificar essa ou aquela lei.
Se tem pessoas que acreditam que ser gay é pecado, tudo bem, é direito de cada um acreditar no que quiser, mas de pecado para doença é uma grande diferença. E o que o povo pode fazer? ou melhor, o que o povo vai fazer? Nada!
Parem de usar deus para justificar tudo, parem de se esconder atrás de religiões, parem de criar leis e projetos inúteis e lutem por mais educação, saúde e segurança. É disso que o país precisa.
http://paraiba.com.br/2012/06/27/46794-camara-discute-amanha-projeto-que-quer-instituir-a-cura-gay
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Aquela utópica
Devaneado por: Marília Domingues às 17:19Às vezes eu sinto um grande aperto no peito, olho as coisas que acontecem ao meu redor e parece que o mundo nunca vai mudar, que estamos para sempre presos nesse estilo de vida hipócrita e mesquinho. Sinto esse incômodo dentro de mim por perceber que cada dia mais estou sozinha com meus ideais e que é tão difícil dar o primeiro passo. Me chamam de utópica por ter ainda esperança de dias melhores, de fazer a diferença. Me chamam de radical por eu não aceitar esses assassinatos diários, por não me conformar que a cidade é violenta, por reclamar que as pessoas fazem campanhas em redes sociais, mas na vida real NADA.
Às vezes esse aperto no peito tenta me sufocar, sobe um grito e fica preso na garganta. Quero fazer alguma coisa que mude o mundo em todos os sentidos em que ele é falho. Quero que as pessoas digam bom dia, por favor, obrigado, que sorriam para estranhos na rua. Quero que as pessoas vivam bem com o que conseguem com o suor do seu trabalho e que os ricos não tornem a vida dos pobres tão difícil apenas para garantir futilidades. Quero igualdade social para homens e mulheres, negros e brancos, ricos e pobres, heterossexuais e homossexuais. Quero que esses fatores deixem de ser algo tão relevante e motivo para exclusão social.
Muitas pessoas acreditam que vou ser mais uma a ficar só no discurso, mas não veem que eu ja comecei a me mexer. Não vendo meu voto, não me iludo com promessas falsas de políticos, me informo sobre o meu país (e é uma vergonha atrás da outra, mas ao menos eu sei o que acontece) e uso a que por enquanto é minha única arma contra tudo de errado que acontece. O voto. Não, meu voto não vai salvar o mundo, mas posso tentar ao menos mudar a cidade em que eu vivo.
Não, eu não tenho como acabar com a fome na África, com a guerra no Oriente Médio, com a péssima qualidade de vida e exploração de trabalhadores na China. Mas eu posso tentar acabar com a roubalheira na minha cidade (minha sim, porque aqui nasci e aqui agora vivo), proporcionar uma melhor qualidade de vida, procurar métodos de conviver com a seca no Nordeste, um dia acabar com a corrupção no Brasil. Por enquanto são apenas sonhos, mas deixo minha utopia ir longe, talvez se mais pessoas fizessem o mesmo nós viveríamos num lugar melhor. E melhor não só para mim, ou para um e outro, melhor para todos.
Aquela revoltada com o preconceito
Devaneado por: Marília Domingues às 17:14Reflexão feita em 27 de outubro de 2012 a respeito do Apagão no Nordeste
"O Nordeste me seduz... de dia falta água e de noite falta luz"... é a 'brincadeira' do momento, zuar o apagão e a seca no Nordeste.
Todo o nordeste é desse jeito. Afinal, não temos um dos maiores pólos tecnológicos do país em Campina Grande na Paraíba. Não temos Rios e cachoeiras porque aqui tudo é sertão, não existe litoral com praias paradisíacas.
Não estou agora no facebook pq não tenho energia em casa e ainda ando de jumento para não ir a uma faculdade onde eu não estou me formando em jornalismo porque eu não sei ler!
Tenho os dentes estragados e minha pele é queimada do sol porque eu não sei o que é ir ao dentista ou protetor solar, meus pés são encardidos de andar descalça. Eu uso roupas sujas e mal lavadas num rio porque elameado e nunca vi uma máquina de lavar em casa... ¬¬'
Detesto essas generalizações por causa de uma porcaria de apagão que durou 4 míseras horas... como se nunca tivesse acontecido o mesmo no sul e sudeste. Sul também tem seca, ou será que eu imaginei isso numa matéria que passou na tv que eu não assisti porque aqui não tem luz?
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quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Café com Pão de Queijo
Devaneado por: Marília Domingues às 19:26_Não sou feliz o dia todo, mas tento ser feliz todos os dias... _ Ela disse me levando de volta a alguns devaneios que tive semana passada sobre como nos obrigamos a parecer bem para os outros. Como essa cultura da felicidade das redes sociais nos afeta a tal ponto de que fingir ser feliz é mais importante que sofrer autenticamente.
_Eu não tento. Se tentar no dia que não conseguir ficaria frustrada, prefiro não esperar nada. Faz meses que não espero nada. O máximo que esperei foi que meu pão de queijo não queimasse e eu acertasse o ponto do café.
_Seu café é bom?
_Não.
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terça-feira, 27 de março de 2012
O que é Política?
Devaneado por: Marília Domingues às 12:26Não faço a mínima ideia.. as pessoas vivem nesse mundo de politicagem e se esquecem do que é realmente fazer política. Quem tem algum ideal que não seja o enriquecimento ilícito não sai do lugar. Quem não se vende aos superiores, aos influentes não vai ganhar nunca. Porque é tudo uma questão de 'apoio', apoio de partido tal, de ex-parlamentar.. E a culpa é só dos 'políticos'?
NÃO!
A culpa é nossa, que mesmo sabendo quem está fazendo as maracutaias, reelegemos ou votamos nos candidatos que eles apoiam.
A culpa é nossa que vendemos nosso voto em troca de favores, promessas e quantias miseráveis
A culpa é nossa, que ficamos tão acomodados que temos medo de ir para as ruas exigir que esses safados saiam do poder
A culpa é nossa, que olhamos para os movimentos sociais com desdém e olhamos para quem protesta como se fossem um bando de desocupados.
A culpa é nossa, que apenas compartilhamos que somos a favor de que o salário dos políticos seja reduzido e que assinamos petições on line.
A culpa é nossa, que fechamos nossos olhos, porque temos o pão na mesa hoje, ignorando a miséria que se alastra pelo país e pelo mundo enquanto políticos ganham salários astronômicos e mesmo assim precisam de vale terno, vale passagem, vale saúde.. VALEM NADA!
A política hoje em dia tornou-se o pior circo de todos. Não votamos em ideias, nem em projetos... votamos no pastor, no padre, no palhaço, no cara que distribui sopa para os pobres... Votamos no gay, na lésbica ou no preconceituoso que cita a bíblia no palanque...
Votamos em quem fala melhor dos erros do outro, que na eleição passada era aliado, mas não damos uma chance ao novo.. ou será que damos?
E quando vc pensa que vai acontecer algo novo, o ciclo se repete e você pensa que novamente foi enganado e novamente não faz nada e novamente o tempo passa, outra eleição chega... sempre do mesmo jeito...
Palavrinhas Coisas que irritam, Política, reflexão
quinta-feira, 22 de março de 2012
Dia Internacional da Mulher
Devaneado por: Marília Domingues às 11:15Não recebi flores, mas alguma família recebeu uma coroa delas
Os números não mentem.
são uma, duas, 43 mulheres assassinadas
Mulheres subjugadas
ganhando pouco e trabalhando dobrado
cuidando da casa, dos filhos e ajudando o marido
cuidando da casa e sustentando os filhos ameaçada pelo ex-marido
sustentando a casa e chorando a morte dos filhos perdido para a violência
suportando
Internacional
Mulheres mutiladas
sem direito a sentir prazer
sem direito de escolha sobre ter ou não ter um filho
estupradas...
Apenas pensamos
'é assim mesmo'
não ganhei uma flor
não sou frágil,
não tenho menos capacidade
Alguma família recebeu uma coroa de flores
para ornamentar o túmulo recém coberto
A sociedade levou mais uma
Dê uma flor, um chocolate
e toda a barbárie sofrida através da história será esquecida
é só mais uma data comercial
Todo o simbolismo foi perdido
jogado fora
Não se fazem mais mulheres com coragem de queimar os sutiãs em praça pública
sábado, 31 de dezembro de 2011
Feliz dois mil e dose!
Devaneado por: Marília Domingues às 11:042011 me trouxe novos amigos, amores, realizações. Trouxe mais responsabilidades, contatos, visibilidade. 2011 me mostrou que eu posso ser feliz sozinha, com amigos, com desconhecidos e porque não com amores? Em 2011 aprendi que a vodka misturada com energético é uma bebida dos deuses, que comida japonesa não é tão ruim (tive uma primeira experiência traumática em 2007) e que sair para comer fora um dia ou outro é essencial.
Neste ano eu aprendi mais sobre games, música, política, serviço social, informática, telefonia celular, mercado financeiro, esportes e me apaixonei pelo UFC.

Vou deixar em 2011 vários conceitos ou seriam mais.. pré-conceitos, que atrapalhavam e me faziam ver o mundo de uma forma mais hipócrita. Em 2011 eu falei, tudo o que veio à minha cabeça, nem sempre o que os outros queriam ouvir.
Em 2011 eu cresci, eu sorri, mas eu também chorei, por motivos bestas às vezes, por sentir saudades desnecessárias e coisas do gênero.
Claro que nem tudo foi um mar de rosas, perdi entes queridos, me decepcionei com quem pensei ser amigo e até comigo mesma por não ter dado tudo de mim em certas ocasiões. Mas 2011 foi um bom ano. Na verdade, no contexto geral, um dos melhores dessa safra 2000. Não vivi meses de felicidade intensa, mas também não sofri horrores. Foi tudo na medida certa para que eu pudesse suportar, sem exageros.
2011 só não me trouxe um amor e nisso ele vai embora em falta comigo, entregando essa promessa ao ano que se inicia.
Pois bem, 2011 me fez uma pessoa melhor para 2012. E se algumas partes minhas se perderam pelo caminho, adquiri outras para me completar. Então no final sou uma Marília 2.4 beta. Que venha 2012! Estou pronta.
OBS: Como não poderia deixar de falar, claro que li o guia de sobrevivência já que 2012 será o ano do apocalipse zumbi. Estejam preparados!
Palavrinhas Fragmentos, palavras, reflexão, Tudo
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Street Fighter em Cristo
Devaneado por: Marília Domingues às 12:51Palavrinhas Coisas que acontecem, Coisas que irritam, reflexão, Religião
domingo, 22 de maio de 2011
E Deus disse...
Devaneado por: Marília Domingues às 13:59E Deus disse muitas coisas, mas nunca pregou o ódio. Deus é amor e religião é o mau do povo. A maioria dos conflitos no mundo são causados por intolerância religiosa ou apoiados nessa intolerância. "Guerras santas", massacre de judeus, escravização dos negros, tudo baseado num preceito de que povos com religiões diferentes, ou cor da pele diferente, no caso dos negros, são menos evoluídos e merecem ser escravizados ou extintos.
Palavrinhas Coisas que acontecem, Coisas que irritam, palavras, reflexão
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Ilha das Flores
Devaneado por: Marília Domingues às 11:55Se esperavam reflexões sobre o ano de 2010 e o que eu espero para esse novo período que se inicia, esperem o próximo post, hahaha. Até porque tenho que terminar um trabalho pra entregar amanhã e a professora pegou pesado, já achei legal falar de Nordeste e o preconceito da mídia, já me irritei e tive vontade de iniciar uma campanha de independência do Nordeste, formarmos um país e deixar que o Sudeste, Sul e seus preconceitos se explodissem igual está acontecendo lá no Rio de Janeiro, e agora eu só quero não ter que falar mais nada sobre isso, deixar esse assunto para depois, não aguento mais ler sobre "Invenção do Nordeste", "Arcaísmos e modernimos", "Visão Binária do Brasil"... Então, lendo meus emails o site porta curtas disponibilizou a função de colocar curtas no meu blog, gostei da ideia e o curta que eles me sugeriram foi Ilha das Flores que conheci quando ainda era uma fera, cursando o primeiro período de jornalismo.
Quanto à vida e ao jornalismo, ah, fica pra outra hora, por enquanto... Ilha das Flores.
Palavrinhas aniversário, Curtas, Flores, reflexão
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Política e blogs que eu leio
Devaneado por: Marília Domingues às 10:19Nesses tempos em que aparece uma enxurrada de candidatos, toscos na maioria das vezes ou com a ficha mais suja que puleiro de galinheiro, mas estão lá contando com a falta de memória do povo brasileiro pseudoalfabetizado. Com toda essa urgência, toda a necessidade de as pessoas conhecerem suas "propostas" ou somente para denegrir a imagem do adversário que na eleição passada era aliado ou ainda para fundar o seu próprio partido e assim aumentar ainda mais a lista.
Pessoas que muitas vezes estão pensando apenas em seu próprio bem e no máximo no dos seus familiares, que jogam uma esmola para o pobre mas nunca uma oportunidade para ele sair da mizéria, porque é mais importante mantê-lo assim, pobre! E burro!
Tantos políticos passam anos e anos e ninguém nunca ouve falar em nada de realizações em nome do povo. Não estou falando do governo federal, mas sim de políticos menores que as pessoas não sabem nem pra que servem. Se um Senador eu já achava muito, agora são dois! É o cúmulo!
Por isso este ano o meu dedo brincou no branco. Procurei candidatos que tivessem propostas reais, um passado limpo e que tivessem algum ideal além dos clichês para conquistar votos e o candidato que mais atendeu às minhas expectativas foi o "branco", que foi muito votado em todo o Brasil, mas aqui na Paraíba deu show de bola! E tudo isso sem pedir um único voto, sem fazer campanha, apenas contando com a autonomia e a vontade do povo!
Abaixo alguns links de blogs que eu gosto de ler e que mostram a política em diversos aspectos e me faz ter ainda mais raiva desse sistema político brasileiro que permite essas coisas:
A velha mídia quer liberdade só para PROPAGANDA
O caso de Maria Rita Khel e sua demissão do Estadão e o caso de uma aluna de jornalismo da PUC criticada severamente pela professora que considera movimentos sociais como o MST criminosos.
DEMOCRACIA, ISONOMIA E O EFEITO TIRIRÍCA
Tiririca e as criticas por ele ser analfabeto que só é aplicada porque os que entraram por sua grande votação são de esquerda, se fossem de direita o analfabetismo nem seria comentado. A eleição dos fichas-sujas e mais de oito milhões de votos jogados fora. Candidatos exóticos como Jean Wyllis, Romário e outros.
TRECHO: "Certos assuntos, que por gozarem de "particularidades" - deveriam ser tratados também de forma "particular" - a evitar um prejuízo desgraçado desses, onde todo mundo perde, e principalmente a democracia construída à duras penas. No entanto, hoje, só se fala em Tiriríca".
Leiam, pensem, que venha o segundo turno!
Conquistamos o direito à democracia e ao voto, vamos conquistar a escolha do voto e o direito de ter escolhas!
Palavrinhas Informação, Jornalismo, reflexão
sábado, 20 de março de 2010
O primeiro beijo
Devaneado por: Marília Domingues às 17:02Pode ser calmo ou arrebatador, com pegada ou com leveza, apressado, lento, beijão ou um selinho. A minha boca necessita sentir não somente a vontade de quem me beija, mas que há algo mais por trás desse gesto.
O primeiro beijo (não falo do primeiro da vida, mas do primeiro contato com os lábios de alguém) é um esboço de como serão os outros, então como posso beijar só uma vez? Nunca mais experimentar novamente aqueles lábios? Como posso deixar passar, passear lábios pelos meus sem que eu os conheça, sem que eu os sinta verdadeiramente? Sem que haja nada por trás disso além da vontade momentânea de beijar.
Não falo da forma como se beija, da maneira como os lábios se movem e como as mãos procuram repouso no corpo do outro, mas falo dos olhos no momento antes do beijo, de todas as palavras que são caladas quando os lábios se encontram, do tremor dos corpos ao perceber o sentimento sendo retribuído...
O beijo, principalmente o primeiro, para mim, deve ser aquele que marca, que a gente nunca esquece, algo que passa em câmera lenta na memória, que se pensa sobre ele, que se sonha com outros. E que depois, cada um dos que o sucedem são como se fossem os primeiros de novo e de novo e de novo.
Beijo os lábios sentindo toda a sua extensão, cada pedacinho, sinto a respiração, o cheiro da pele, o arrepio na coluna... Somente mexer os lábios nos lábios de outra pessoa não é beijar para mim... Se não for apaixonado não é beijo. Não é beijo se só existe o desejo pelos meus lábios e não por mim, interesse por minha boca calada e meus olhos fechados. Beijo só é beijo se for apaixonado.
Palavrinhas Besteirinhas, reflexão, Tudo
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Último post do ano
Devaneado por: Marília Domingues às 00:05Poderia fazer alguma retrospectiva, mas já fiz isso próximo ao meu aniversário. Poderia dizer o que pretendo fazer no ano que vem, mas sinceramente eu nem sei. A vida está muito repetitiva ultimamente, talvez eu só tente mudar algumas coisas, mudar o interior e o exterior vem de brinde.
Tudo no início é difícil, mas precisamos enfrentar os problemas para que eles deixem de ser NOSSOS e passem a ser apenas problemas. Quero ser livre finalmente para me deixar sentir e me deixar viver.
Talvez eu não seja perdoada por isso, mas é o que precisa ser feito. Espero ter coragem de chegar até o fim!
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
My way
Devaneado por: Marília Domingues às 21:54Eu sou uma criança, só quero brincar... Tô cansada dessas responsabilidades de gente grande. Não quero ser prejudicada por ser inocente, quero continuar a ser como sempre fui.
Eu preciso continuar a acreditar nas pessoas, num mundo melhor, preciso continuar a ver beleza nas besteiras do dia-a-dia, eu quero ser legal no sentido mais puro da palavra, não quero que me olhem com segundas intenções, nem que achem que eu faço as coisas dessa maneira.
Não estou dando mole para ninguém, eu apenas sou assim... Quero continuar a ser amável e meiga e não quero que a vida me endureça, quero ter o coração mole e não ter que precisar construir muros e mais muros todos os dias.
Eu quero poder correr na praia sem me importar se estão olhando para minhas celulites ou para minha loucura de tentar ser criança, quero dividir um sorvete, comer pipoca e assistir um filme com os amigos. Quero pic-nic.
Não quero nutrir sentimentos que fazem mal a mim, quero a simples complexidade de uma rosa desabrochando num dia de primavera, quero tomar banho de chuva e correr na rua. Quero abraços apertados e sem fim. Quero olhares conhecidos e sorrisos queridos...
Não quero pressa, quero ver o dia amanhecer na minha cama, dormir até tarde e tomar um banho bem demorado, comer frutas e jogar video-game. Quero comida caseira, feita com amor e dedicação de mãe. Quero achar graça numa borboleta voando e fazer gestos de alegria.
Eu quero simplesmente abrir os braços e sentir o vento no meu corpo suado. Quero deitar na grama e olhar o céu azul. Quero sentir areia nos pés.
Que importa a idade que o meu corpo tem? Eu só quero sentir o mundo de uma forma diferente...
Palavrinhas Besteirinhas, confusão, reflexão, sentimentos


















