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segunda-feira, 18 de julho de 2011

Confusões de Marília V

Como poderia uma azarada ter sorte? De forma alguma. E como diz o ditado, quem está na chuva é para se molhar, mesmo que esteja com guarda-chuva.

Na sexta passada São Pedro abriu as comportas do céu, ou a barragem foi feita por Zé Maranhão e estourou, porque haja chuva viu?? A tarde toda chovendo e a noite. Saí do estágio às 19h como todo dia, e fiz o mesmo caminho  de sempre, no domingo passado caiu uma chuva forte e foi o teste para minha bota - ela não passou - então no início do caminho ela já estava dando sinais de que molharia meus pés antes de chegar em casa, mas eu não imaginava que fosse tanto.

Na frente da C&A já dava para sentir o drama, um bueiro estourado na rua que sobe e os outros todos da rua principal, um super lago na rua, fiquei indo e vindo como um cachorro tonto. Não conseguia passar, voltava um pouco, atravessava, ia andando tudo de novo por outro lado. Sei que cheguei perto da guarita que libera os carros para estacionarem no parque da lagoa. Tinha um rio formado alí com toda a água da rua. Sem possibilidadades de atravessar. Então voltei todo o caminho. Pensei em ir pelas paradas de ônibus... Alagadas.

Atravessei a rua, fui pela parte interna da lagoa, enquanto a pista já estava alagada tbm, a água chegando na metade dos pneus dos carros, engarrafamento, os ônibus fumaçando sem aguentar a pressão... Continuei andando, a água estava invadindo a calçada e eu subi no meio fio e continuei andando... mais a frente não se sabia o que era lagoa, calçada ou pista, era tudo um aguaceiro só e eu fiquei com medo de cair dentro da lagoa e morrer.. claro.. O chão estava até cedendo em alguns lugares.

Voltei tooooodo o caminho de novo ¬¬' dessa vez estava mais cheio do que na vinda. Atravessar a rua foi um sufoco. As paradas de ônibus estavam alagadas também (e no meio de tudo isso eu nem consegui tirar uma foto porque a porcaria do celular ficou descarregando). Peguei o primeiro ônibus que passou, por sorte foi um 501, um desses ônibus de bairro que demoram horas para passar (hoje em especial, o motorista falou que demorou duas, porque estava tudo engarrafado desde Mangabeira... =O), e os motoristas desses ônibus são sempre mais gentis do que os das linhas que passam com mais frequência.

Mais de meia hora num ônibus para fazer um trajeto que eu faço em 15 minutos a pé... No caminho estava tudo alagado, do posto de gasolina até a saída para Bayeux era um mar só, os ônibus estavam fazendo desvio... A integração estava inundada também e a chuva só aumentava.

O motorista parou fora do ponto para que eu não tivesse que descer no 'lago' que se formou no Cassino da lagoa, em casa, já com o casaco molhado e calça totalmente molhados e a bota encharcada, a chuva foi diminuindo. Ainda troquei de roupa as pressas e fui tomar banho de chuva no quintal, já que a chuva tinha me molhado quando eu não queria... Então a chuva parou.

As meninas vieram olhar... já sabendo que "Sempre que Marília vai tomar banho a chuva para" ¬¬' Ainda abracei uma delas e a molhei toda também... Depois de um banho de verdade, jantar bom com o macarrão de Luana e devidamente agasalhada com casaco e tênis, fomos assistir "X-men First Class" e jogar "God of War"...

Tem como ser melhor? Teria... se o filme não tivesse travado bem no final! ¬¬'
 

quinta-feira, 28 de abril de 2011

...

E o ônibus passa apressado, desviando de pessoas que você já encontrou, já esbarrou ou  talvez nunca viu. Sentado ao seu lado está alguém que pega o mesmo ônibus que você, todos os dias, no mesmo horário e ninguém percebeu. O cobrador poderia ser seu amigo, seu vizinho ou somente o cara que te ensinou o ponto errado na hora de descer.

Pessoas, são só mais um atrapalho se enfileirando nos caixas, nas lojas, na porta do ônibus que você sobe ou desce, obstruindo o caminho e mesmo em meio a tanta gente você se sente só. Não faz parte da multidão. Afinal, uma multidão é uma multidão, eles lá e você aqui, a multidão não se abre para você passar, mas você vê a trilha imaginária  fluindo entre a massa homogênia de braços, pernas e cabelos. A multidão não tem olhos e nem boca, ninguém vê ou diz nada, são cegos, surdos e mudos e só você é diferente, você é um EU, um ponto jogado a esmo num conjunto de outras coisas.

Atropelando pensamentos com os passos apressados na rua esburacada e trombando com mendigos invisíveis. Os sons são de tal forma filtrados que nada é ouvido. O caminhar vira uma perambulação, como se tivesse um imã onde você quer chegar e quando percebe já está lá. O caminho é simplesmente esquecido, despercebido.

Quase nunca você para. Estuda, trabalha, assiste TV, ouve música, joga conversa fora, namora, dorme, anda de ônibus. E a vida vai passando, durante esse percurso ninguém sente o vento, percebe o sol, observa as estrelas no céu, ninguém sorri para você na rua, ninguém ajuda um idoso a atravessar, ninguém diz bom dia, ninguém te enxerga.

E no ônibus, enquanto a cidade passa por você, mil problemas rondam sua mente, onde deveria estar, o que deveria estar fazendo, o barulho dos carros abafa o canto dos pássaros, a viagem torna-se apenas chegada, o caminho é empecilho, atrapalho.

Não somos humanos, somos coisas vagando de um lado para outro, procurando papéis encardidos para por um pouco de comida no prato. Somos todos feitos de desejos efêmeros e você corre atrás da felicidade como se ela fosse algo que pudesse ser alcançada.. como se a felicidade fosse palpável, como se fosse uma coisa pronta, como um macarrão instantâneo...

No ônibus, na calçada, em casa, na vida... talvez tenha chegado a hora de esquecer toda a maluquice, toda a pressa, todo o corre-corre e se questionar o porquê de tudo isso. Talvez tenha chegado a hora em que a multidão virará pessoas de verdade com suas diferenças e semelhanças e que você fará parte dela. Talvez tenha chegado a hora em que você precise apenas se deixar sentir.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Claro ¬¬

E mais uma vez eu venho aqui falar de como eu estou irritada. Tudo bem que eu não estou irritada agora, é até melhor assim senão só teria palavrão aqui (ou não, já que meu estoque de xingamentos não é lá muito vasto), contudo ainda estou chateada por coisas que aconteceram esses dias e a crescente maré de azar.

Faz um tempo que não saio de casa, primeiro por causa dos trabalhos da facul que me trancaram no quarto e fizeram algumas pessoas acharem que eu não morava mais em casa, depois por causa do treinamento para recenseador do IBGE (quase um BOPE) e finalmente na última semana a correria para conseguir a documentação necessária para a contratação: atestados, certificados, comprovantes e afins...

O atestado de sanidade mental (que eu pensava que seria o mais difícil) foi super fácil, a psiquiatra só olhou para a minha cara e perguntou de onde era o meu sobrenome, eu pensei que era parte do teste, mas no fim descobri pelo carimbo dela que eramos parentes. Não houve teste algum, nada que realmente provasse que eu não sou louca, psicopata, maluca, doidinha de pedra!

Então veio a odisséia em busca do atestado de sanidade física e da declaração do meu curso... Na segunda-feira passada foi feriado então a Fundação José Américo (voltada à assistência estudantil) estava fechada. Acordei cedo na terça para descobrir que só abriria à tarde. Quando cheguei lá a médica ainda não tinha chegado, esperei, quando ela chegou falou que ali não davam esse tipo de atestado (que qualquer clínico geral pode dar, isso em clínicas particulares onde é pago, claro!), mas que eu esperasse que ela falaria com o diretor. Um bom tempo depois o diretor chegou, e a médica só foi falar com ele depois da insistência de Naiara e a resposta: não podem dar aquele tipo de atestado ali... (eu já sabia disso caramba! Por que vêm alimentar a esperança da pessoa e fazer perder tempo?)¬¬

Ah, mas o recepcionista disse que davam no "lactário da torre" (não sei se é assim que escreve), porém já passava das quatro da tarde e era tarde para qualquer coisa.

No dia seguinte, pensamos no PSF (Posto de Saúde Familiar) do Varadouro e logo de cara notamos a má vontade da recepcionista, então óbvio que não consegui lá também. Finalmenta Naiara e eu fomos para o tal lactário, antes passamos na UFPB para pegar as declarações dos nossos  cursos. Naiara conseguiu a dela (Teatro), mas eu... existe alguém mais azarada que eu? O sistema saiu do ar e não consegui a declaração e ainda tive que me matrícular em alguma coisa porque eu estava sem nenhum vínculo com a Universidade. (fim de período). Pedi muito para a funcionária fazer alguma coisa a respeito, mas o departamento ainda esta mais bagunçado (com a criação do Demid - Departamento de Mídias Digitais que tirou grande parte dos professores de Comunicação Social) e ela pediu que eu colocasse meus dados no livro de solicitações o que eu sabia que seria uma perda de tempo (já que eles nunca leem aquele livro mesmo).

Fomos ao tal lactário... logo na Torre, nada contra, mas eu não conheço o bairro, tava mais perdida que cego em tiroteio, cigarro em boca de bêbado, bombom em boca de velho e outras comparações que não lembro agora. Lá eles também não estavam aptos a dar o tipo de atestado que precisávamos. No ponto do ônibus, desapontadas e sem saber direito como chegar ao centro da cidade, encontramos uma velhinha, ela nos  disse ter trabalhado muitos anos em hospital e que o atestado de sanidade física só era entregue no PAM (Posto de Assistência Médica) de Jaguaribe. (A recepcionista falou isso no lactário também), mas claro que ir para o PAM àquela hora seria pura perda de mais tempo. A senhorinha ainda parou um carro no sinal para perguntar onde conseguiriamos o atestado, talvez para se certificar e também foi conversar com um homem que estava chegando no ponto. E uma moça falou do PAM também e disse que teria que fazer realmente algum tipo de teste (que com certeza eu não passaria... hahaha).

Quatro da manhã acordei, chegamos no PAM mais ou menos 5:30, tempo de se trocar e ir andando até lá. Claro que estava chovendo e CLARO que fazia bastante frio e CLARO que a chuva aumentou muito porque só tinhamos um guarda-chuva e molhamos nossas calças inteiras para depois ficar congelando e também CLARO que o google maps ia me confundir e me fazer ir para o lado errado ¬¬ E mais CLARO ainda que já tinha um monte de gente na nossa frente lá esperando!

Enquanto esperávamos, baixou o Seu Lunga em mim. Virei a pessoa mais ignorante do mundo e tudo era motivo para eu ser sarcástica, mas não lembro de nada agora, infelizmente. Esperamos, esperamos e... esperamos mais. Até um funcionário vir dizer que iriamos pegar fichas porque o médico só atenderia a partir das 13 horas. E por que diabos as fichas são marcadas tão cedo? Seria pedir muito se começassem a marcar perto da hora de ser atendido e não nos fazer acordar de madrugada?

Após pegarmos as fichas fomos para a UFPB, almoçar e tentar pegar minha declaração e CLARO que o sistema estava fora do ar ainda. Ainda voltei após o almoço e a funcionária disse que se o coordenador do curso estivesse lá ela poderia digitar uma declaração para ele assinar e graças a Deus, não aconteceu o óbvio nessas horas, ele apareceu e finalmente consegui. Voltamos ao PAM mais fila, mais espera e finalmente o médico chegou, foi tão rápido o antendimento, que pensei que estavam indo a outro lugar fazer o tal teste. Então chegou minha vez, o médico olhou para mim: "Atestado físico-mental?" "Sim" "..." "..." "Identidade" "55..." "Sabe o número decorado?" "Estou com ela aqui se quiser" "Não precisa, você sabe o número?" "55...5" "..." "..." "..." "É só isso?" "Só" "Brigada, boa tarde!" Como ele olhando para mim assim sabe que eu não tenho nenhuma doença física ou mental? Tipo "livre de doenças infecto-contagiosas" se eu estivesse resfriada era uma doença infecto-contagiosa...  Sei não.... Rodei o mundo todo atrás de 1/4 de folha A4 com um carimbo e palavras dizendo q eu não sou louca, nem aleijada (se bem que o tanto que andei atrás desse atestado prova que estou apta fisicamente, e quase prova que estou realmente louca ¬¬).

Conseguimos finalmente! A única semana de férias desperdiçada correndo atrás dessa documentação, mas ainda teve o resto da sexta e o FDS livres. No(s) próximo(s) post(s) o resto das coisas que me chatearam muito!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Marijuana Man ou minha caixinha de som

Eu tô estressada ora bolas!

Não era para eu estar escrevendo aqui, mas o vídeo está renderizando então não tô afim de ficar olhando o cronometro marcar que falta 1h35min para renderizar um vídeo de cinco minutos!

Ahhhh, mas agora tá bom, ruim mesmo foi quando eu fui reeditar o vídeo que tinha 12 minutos e eu precisava deixá-lo com dois ou três minutos. Então no desespero percebo que não toca o áudio, e agora? Como vou editar sem áudio? Pior é que eu não fiquei somente triste ou frustrada ou com as mãos quietas.... Mas não: eu quebrei minha caixinha de som num acesso de raiva... ai agora to beeeem melhor, igual fiz com o mouse uns tempos atrás, o outro, esse eu não quebrei não fui burra de repetir o mesmo erro, quebrei outra coisa. Sei que não é pra quebrar minhas coisas, mas na falta de alguém pra eu bater, sobrou pra o PC.

Não parece um carinha assustado fumando um baseado? Outros perguntaram se aproveitei e fiz um porta-caneta. Na verdade a caneta é pra segurar o alto falante senão ele vira e aí não escuto nada.

Depois disso é que eu perdi a esperança de ouvir qualquer som que seja.. mas não quebrou mesmo. Esperei, me acalmei e o áudio finalmente carregou e consegui reeditar o vídeo. Amanhã dou um jeito na caixinha de som, até lá vou cair na risada toda vez que eu olhar para o lado e imaginar um cara puxando um beck (é assim que escreve?) com cara de quem foi apanhado... hahaha

sábado, 23 de janeiro de 2010

Dias de espera...


Essa espera já está ficando chata... A angústia está sendo substituída por algo que não sei descrever o que é. Sei que é estranho sentir-me dessa forma. Por toda essa demora a resposta só pode ser não, então por que não ouço logo esse NÃO? Por que é tão difícil falar? Apenas me deixe saber.

Meus posts nunca foram tão direcionados dessa forma, não sei se isso é bom ou ruim, não sei de mais nada ultimamente e o único feedback que eu gostaria de receber não me vêm... Não sei como ser mais explícita que isso.

Será que os OVINIs te levaram para outro planeta? Talvez não porque essa seria uma forma de nos encontramos já que eu vivo em outro mundo... Não sei o que acontece.. Será realmente tão difícil colocar uma correspondência no correio? Será que resta sentimento suficiente nesse coração para acabar com o meu sofrimento? Quero apenas uma decisão... Independente da escolha, que seja feita rápido...



♪como dueles en los labios
como dueles en todos lados
como duelen sus caricias
cuando ya se ha ido

como me duele la ausencia
como extraño su color de voz
como falta su presencia
en mi habitacion

como me duele el invierno
como me duele el verano
como me envenena el tiempo
cuando tu no estas

como duele estar vivendo
como duele estar muriendo así
como me duele hasta el alma
en mi habitación

como dueles en los labios
en todos lados soledad
como dueles en los labios
en todos lados soledad

como me duele no verte
como duele en madrugada



como duele en los labios
como duele en madrugada♫

Maná (Como dueles en los labios)

Tradução aqui

Quinto dia


Já é madrugada então é o início do sexto dia..

Não que o quinto dia tenha passado batido, claro que não, só não tive tempo de postar...

Novamente nenhuma correspondência...


Cada dia que passa eu perco mais as esperanças, o livro ou alguém já deveria ter chegado, mas nada...


Hoje teve show de Pitty grátis no Ponto Cem Réis, tinha gente até não poder mais, fui empurrada, amassada, levei cervejada, cotovelada, fui pisada, todos os ada que um show desses lhe proporcionam, mas também foi massa.

A energia da galera era indiscritível.. o povo de João Pessoa sabe receber um artista..

O show foi tudo, só não foi melhor porque faltou "Teto de vidro" e encerrou com "me adora" que é uma música popzinha... mas o resto foi tudo...

Meu celular ficou com Danilo e ele ficou com Juliana que se perdeu de mim no meio da galera, ou seja, no photos ¬¬ droga...

♪Te vejo errando e isso não é pecado,
Exceto quando faz outra pessoa sangrar
Te vejo sonhando e isso dá medo
Perdido num mundo que não dá pra entrar

Você está saindo da minha vida
E parece que vai demorar
Se não souber voltar ao menos mande notícias
Cê acha que eu sou louca
Mas tudo vai se encaixar♫
 
Pitty (Na sua estante)
 

Começo hoje a usar emoticons no blog, como eu vi em http://eupodiatamatando.com/, achei massa e vou adotar.. rsrsr

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Quarto dia...

E o quarto dia chega ao fim, a caixinha do correio (isso é simbólico, porque não existe caixinha mesmo) continua vazia...

Assim como minha vida, tudo se encontra extremamente vazio de sentido, passo os dias buscando alguma coisa que sei que não vou encontrar. Preciso ser encontrada, logo.

Cada dia que passa torna-se mais angustiante essa espera, preciso de algo concreto, porque o silêncio machuca mas não posso tocá-lo, não posso beijar ou abraçar o silêncio, não posso sentir o cheiro ou o gosto do silêncio (como posso sentir tudo isso de uma pessoa, de algo real), também não posso jogar o silêncio na parede com toda a minha fúria, ou rasgar as folhas silenciosas ou atear fogo ao silêncio e chorar me despedindo de todas as lembranças vendo a sua forma se desfazer na fumaça, ou talvez apenas esquecê-lo num canto qualquer escuro e frio do quarto (como eu posso fazer com um livro, o livro).

Não, eu não posso viver no silêncio, porque o silêncio me mata.


♪Sim, promessas fiz
Fiz projetos sonhei, pensei tanta coisa
E agora o coração me diz
Que só em teus braços amor eu ia ser feliz

Eu tenho esse amor para dar
O que é que eu vou fazer

Eu tentei esquecer
E prometi Apagar da minha vida esse sonho
E vem o coração e diz
Que só em teus braços amor eu ia ser feliz
Que só em teus braços amor eu posso ser feliz ♫

Tom Jobim (Promessas)

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

A contagem continua...




Acabei de checar a correspondência e .... NADA.




Continuo sem saber se isso é bom ou ruim..
Enquanto isso estou na contagem, terceiro dia de angústia...

Nisso tudo descobri que sou mazoquista, só pode ser...
Mas não sabia que estavam sendo sadistas comigo.. Ai é peso ¬¬

Só quero um sinal, qualquer coisa, aprovação ou rejeição, mas algo, esse silêncio me destrói...

Porém:

♪Eu fiz loucuras pra te encontrar
Fui paciente pra te esperar
Fui seu amigo pra te entender
Sempre disposto a te escutar

Me fiz mais forte para agüentar
Essa angustia de te esperar
Fiz palhaçadas pra te ver sorrir
Falei besteiras pra te alegrar

E em uma maneira de explicar
Como isso tudo foi acontecer
Como por você fui me apaixonar

Tudo o que eu faço pensando em você

É só o meu jeito de te falar
Que não importa o tempo que for
Eu vou te esperar
Eu vou te esperar

Tudo o que eu faço pensando em você
Que sabe assim você vá se tocar
Que é só você fazer acontecer
Eu vou te esperar
Eu vou te esperar

Me pus no seu lugar pra compreender
Mudei meus planos pra te acompanhar
Fiz absurdos pra te surpreender
Roubei estrelas pra te encantar

Criei desculpas pra poder te ver
Já tomei chuva só pra te abraçar
Me escondi pra não te ver sofrer
E quis morrer quando eu te vi chorar

E o nosso beijo faz enlouquecer
Que eu perco a hora ate perco o ar
É tão perfeito é tudo tão lindo
Parece que faz o tempo parar

Tudo o que eu faço pensando em você
É só o meu jeito de te falar
Que não importa o tempo que for
Eu vou te esperar
Eu vou te esperar

Tudo o que eu faço pensando em você
Que sabe assim você vá se tocar
Que não importa o tempo que for
Eu vou te esperar
Eu vou te esperar
Eu vou te esperar
Eu vou te esperar

Me arrisquei para não te perder
Abri meus braços pra me entregar
Eu não fiz nada pra esse amor nascer
Mais faço tudo pra não se acabar♫

Cluster (Vou te esperar)

As músicas estão aumentando de tamanho?
Imagine minha ansiedade...

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Esperando...


Segundo dia de espera por alguma coisa...
Algum sinal...
Qualquer coisa,

Mas nada acontece

E eu espero...

♪ I tell myself to wait,
Wait 'til the sun goes down
Wait and you'll come around
And you'll smile for everyone
I'll make you a place
A place where the shadows fall
Can be anyone or no one at all
JUST TELL ME WHAT YOU WANT...♫

Norah Jones (Wait)

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010



Primeiro dia de espera...
A contagem se estenderá até eu receber certa visita =D
 ou...
certo livro =(

A odisséia de Marília

Tempo frio... Bom pra dormir abraçada com quem a gente ama

Trovões e relâmpagos... Bom pra ficar abraçada com quem a gente ama (ainda mais por estar morrendo de medo desses fenômenos da natureza).



Tempo frio, chuva, trovões e relâmpagos... Bom para fazer uma viagem louca, onde tudo deu pseudo-errado, morrendo de medo a cada trovão e com medo do retorno das minhas ações. Um ótimo dia para provar que se pode encarar todas as adversidades e ir atrás do que você quer. Do que te faz feliz.


Enfrentei meus medos hoje para obedecer meu coração e não desistir sem pelo menos tentar...

Bombons para adoçar a vida
Música para alegrar a alma
Algo para provocar lembranças
Palavras para guardar na memória
Oportunidades de fazer as coisas de uma forma diferente
Velas para reacender a velha chama

E para não dizer que não falei das flores, pois elas faltaram, talvez por mais que eu as goste, não as encontrei, e poderia não ser o momento para flores, afinal, também não achei uma metáfora para aplicar às mesmas... Então vai sem flores mesmo, talvez flores sejam para serem entregues de mãos para mãos... com os olhos nos olhos, e por que não, lágrimas nos olhos também... 

E no fim o que resta é a pedir aos céus.


Que seja escolhida a primeira alternativa, pois esta foi a última tentativa...

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Zumbis

Eu tenho medo de zumbis


De todas essas histórias assustadoras a única coisa que eu tenho medo mesmo são os zumbis (pausa para quem estiver lendo rir... (...)...) (outra pausa, acho que ainda podem estar rindo). Ok, continuando...

Vampiros, seres chupadores (hmmm) de sangue! Que podem ser mortos de algumas formas meio bizarras, mas para ser história de terror, o bizarro vem de bônus.

Lobsomem, pelo menos só atacam na lua cheia. Mas é muito estranho um tipo de mutação dessa forma, a ponto de transformar a pessoa parcialmente em lobo.

Assombrações, também são assustadoras, afinal essa coisa sobrenatural, espiritos e etc, fazem parte do imaginário popular desde sempre também. E afinal as pessoas sentem a necessidade de acreditar em algo depois da morte e esse algo pode muito bem continuar sendo aqui (nesse plano). Aqui também estão incluidos os demônios.

Mas os zumbis são coisas que poderiam ser realmente reais, com essas doenças da contemporaneidade e a fragilidade humana, os mortos-vivos podem muito bem tornar-se uma realidade.


Quem não se lembra do pânico causado pela gripe suína? Um vírus tão poderoso que não existia vacina, ok, foi mais espetáculo da mídia que qualquer outra coisa, mas mesmo assim foi assustador. E da mesma forma que podem acontecer mutações com o vírus da gripe, pode ocorrer com outros tipos de vírus também.

A raiva mesmo (hidrofobia), já traz em si a agressividade caracteristica dos zumbis...

Estão vendo como tenho razão de ter medo? Vírus super poderosos +  mutações bizarras + organismo humano fragil + aglomeração de pessoas (que facilita o contágio) = Zumbis.

Obs: É, talvez eu esteja vendo filmes de mais.... rsrsrsrs. Porém fica o recado:


sábado, 27 de junho de 2009

Ação e reação


Bebi...
Mas não fiquei bêbada.
Não comi...
Nem estava com fome.
Dancei...
Mas não me diverti.
Gritei...
E agora estou rouca.
Beijei...
Mas mal senti.
Tomei chuva...
E fiquei gripada.
Fui elogiada...
Um monte de besteiras.
Andei...
E cansei minhas pernas.
Tropecei...
E machuquei o pé.
Cheguei...
Mas não me senti em casa.
Tomei banho...
Para me sentir limpa.
Chorei...
E fiquei com problemas para respirar.
Coloquei o telefone longe...
Mesmo assim deu vontade de ligar.
Não liguei...
Senti como se o mundo fosse acabar.
Dormi...
E sonhei com quem não estava lá.
Acordei...
Mas não me senti despertar.
Tomei banho...
Apesar de estar limpa.
Bebi...
Meu café amargo como sempre.
Não comi...
Ainda não estava com fome.
Não falei...
Estava sem voz.
Gripei...
Peguei o telefone...
Mas não liguei.
Ouvi música...
Mas não me alegrei.
Naveguei na internet...
Mas não me informei.
Vi o sol brilhar lá fora...
Mas não o senti.
Voltei a deitar...
Mas não dormi.
Tentei não pensar...
Mas pensei.
Voltei a falar...
Sem ter com quem.
Chorei...


quarta-feira, 24 de junho de 2009

Algum lugar ao Norte de mim...


Você apareceu em algum lugar ao norte de mim
Veio de um sul congelado,
Onde nada é tudo
E tudo significa alguma coisa

Você veio de repente,
Como quem não quer nada,
Como se sempre tivesse estado ali...
E eu apenas não percebia

Ou percebia?
Tenho certeza que sabia onde você estava
Naquele lugar ao Norte.
Se escondendo? Ou eu quem te escondia?

Não sei ao certo
Somente que numa noite de inverno
Você decidiu se materializar
Nunca fiquei a te idealizar.
Muito menos saberia que estaria ali

Você veio de algum lugar ao Norte de mim
Como se eu não tivesse uma bússola pra te procurar
E não a usasse por medo de te achar
Como se eu não precisasse exatamente me encontrar
Perdida neste momento.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Minha história "jornalística"

Terminei o ensino médio com 16 anos, como o estudo láááá em Natuba é muito inferior não me julguei apta a prestar vestibular, então passei um ano estudando em casa... ôh ano perdido... as pessoas perguntavam à minha mãe se eu estava estudando fora... e coisas desse tipo, já que pra todo mundo da cidade meu pai tinha comprado uma casa em João Pessoa pra mim... (mentira que ele mesmo inventou¬¬).

Então dos 17 aos 18, eu estudei, estudei e estudei mais, a ponto de minha mãe mandar eu parar de tanto estudar... então fiz vestibular... antes de o resultado sair eu já tinha um plano B caso não passasse... Fiquei na lista de espera e assim eu já estava fazendo cursinho pré-vestibular quando soube que não entrei na segunda chamada... (se eu tivesse feito Rádio e Tv teria passado).

Mais um ano se passou, cursinho pré-vest. Morando em João Pessoa na casa da mãe do marido da prima do meu pai... então na hora de decidir qual curso eu faria, veio a dúvida... eu bati na trave no vestibular anterior, fazer jornalismo de novo ou Rádio e Tv? Acabei optando por jornalismo...

Agora no 4º período o Supremo Tribunal Federal decide tornar o diploma de jornalista obsoleto, isso mesmo, depois de tudo, o esforço foi em vão... As empresas ganharam. Os donos de veiculos de comunicação e seus indicados (o famoso QI "Quem Indique"), ganham mais força, enquanto me vejo cada dia mais longe de qualquer coisa concreta.

Agora qualquer pessoa pode exercer a profissão.... e eu que procure outra coisa pra fazer...

terça-feira, 16 de junho de 2009

Mais um dia por aqui*

Post "Diário":


Gastei 17 reais em um remédio com gosto de inseticida (não que eu já tenha tomado inseticida, mas dá pra imaginar o gosto), cheguei atrasada na aula, mas ainda consegui pegar um computador, pena que estava sem net. Hoje teve aula de diagramação, o prof disse que eu levo jeito com a coisa, acho que é porque não sou boa em mais nada, até em crônica que pensei que fosse me sair bem, fui uma negação, preciso praticar...

Mas voltando, o almoço tava uma porcaria. Carne ruim, salada estranha e suco de sei-lá-o-que podre. No estágio, cheguei cedo. Hoje dia de reunião, e eu esperançosa com o novo programa do qual eu faria parte, a chefe já tinha me adiantado alguma coisa pouco tempo atrás. O ar condicionado tava quebrado, e ainda derramou água nos PCs... ficamos fazendo sauna coletiva, assistindo a novela (já que não tinhamos como trabalhar com os PCs desativados), até que a chefe mandou mudar de canal e colocar no nosso...¬¬ (merchan grátis, o canal é legal, passa programas interessantes, mas naquela hora queríamos ver a Maria do Carmo contando a verdade pra Isabel... é o canal 22 da big tv, quem quiser dar uma conferida...).

Reunião... talvez não haja renovação de contrato, desemprego à vista (procuro emprego)...

Indo embora, pensando na vida, sentei no fundão do ônibus, normalmente não está muito cheio e vai somente eu lá no fundo, mas hoje tava lotado e umas meninas sentaram perto de mim, tirando meu espaço, invadindo meus pensamentos com suas conversas sem noção. Impedindo-me de pensar...

No ponto do ônibus o churrasquinho tava ruim. Em casa alguém juntou minha roupa antes de ela secar (pra poder ter mais espaço no varal), O corel draw quase não abria, quando abriu não fazia o que eu mandava, as páginas na net demoravam mais que o normal pra carregar... Cansei!

Pelo menos tô ouvindo Norah Jones pra salvar a noite...

*Título de uma música de Matanza que não tem nada a ver com o texto.

domingo, 14 de junho de 2009

"A vida é minha"

"A vida é minha". Isso é nome de uma comunidade no orkut... sério, existem essas comunidades que mostram que a pessoa não está nem aí pra nada, eu mesma estou em algumas como "deixem que digam, que pensem, que falem...", ou "viver e não ter vergonha", ou ainda "amo e não tenho vergonha de dizer"...


São idealizações, a vida virtual é muito mais fácil de viver que a real. Por isso "A vida é minha" não faz muito sentido na vida real, pelo menos não para pessoas como eu. A vida não é minha, é das pessoas que tomam conta dela, que vigiam meus passos.

"Deixem que digam, que pensem, que falem", não é tão fácil assim, é muito mais fácil se esconder do que ser julgada. E "amo e não tenho vergonha de dizer", posso até não ter vergonha, mas tenho medo.

Já que a vida não é minha, os sentimentos também não são. Por isso tudo deve permanecer às escondidas, onde ninguém além de mim saiba o que está acontecendo...

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Frases ditas e ouvidas ultimamente parte II (algumas não tão recentes).

Na UFPB (Um tempo atrás):
Vivo: "É tanta gripe! Gripe do frango, gripe suína, daqui a pouco vai ter a gripe do peixe..."

Na Residência Universitária:
"Hoje estou no cume do meu auge!"

No cinema:
"Ouvi dizer que vão lançar o filme dos Thunder Cats e vai ser como Dragon Ball"
"Trash?!"
"Não, com pessoas!"

Na Residência Universitária:
"Ontem eu estava eletricamente energizada"

Na UFPB:
Prof. 'S': "Eu não vou impor essa imposição."

No cinema, X-men Origens Wolverine, menino com um olho de cada cor:
"Olha!!!! Ele tem dois olhos!" (Que poder interessantíssimo!!).

No cinema, X-men Origens Wolverine, laboratório:
Eu: "É aí onde eles fabricam os zumbis da gripe suína"
Juh: "Juro como eu tava pensando nos zumbis da gripe agora".

Saída do Shopping:
Eu: "Eles estão apagando as luzes, vão trancar a gente aqui!
Juh: "Eles estão fechando o shopping¬¬"
Eu: "Juro como eu me vejo num filme de terror, a gente trancado aqui..."
Diogo: "Mas tem que se trancar no shopping mesmo, porque tem comida!"
Eu: "É e a gente morre desnutrido em uma semana".
Diogo: "Meu cartão ia estourar antes disso"
Eu: "Oush, nesses casos quem é que vai passar cartão? A gente saqueia, sai roubando tudo!"
Juh: "É, sai comendo tudo, aí depois eles acham a gente e eu digo 'Eu tava com fome, ué!", "mas só faz três horas que você está presa!".
Diogo: "Diz que é porque a gente viu os zumbis se comendo lá fora, deu vontade também.

No cinema, trailler do filme Terminator:
"Olha só o John Connor virou homem!
"E antes era mulher é?"

sábado, 23 de maio de 2009

O quase show de Cabruêra

A chuva mais uma vez atrapalhou alguns dos meus planos para a noite passada (vender cerveja na frente do show de cabruêra  e Escurinho pra arrecadar grana pra o Enecom estava decididamente fora de cogitação).

O show estava programado para as 21 horas, em casa houve uma confusão quanto ao horário e as meninas não queriam sair porque achavam que já tinha começado às 19 horas. Meu pc pra variar demorou uma eternidade pra ligar e vimos no de Juliana (Química) que era de 21 horas mesmo. Saímos de casa de 21:40, [eu (jornalismo), Andréa (Música) e Naiara (Teatro)] pensando estarmos atrasadíssimas. 

O motorista não parou o ônibus perto do Centro Histórico, a rua estava vazia, pensamos que estavamos no dia errado, a chuva aumentou, um senhor tentou me vender o ingresso mais caro, havia pouquíssima gente, tinha uma goteira em cima do sofá onde sentamos, não havia nem uma musiquinha ambiente enquanto o show não começava. a hora foi avançando, a chuva aumentando e a paciência acabando... 23 horas, 24 horas.... Nada.

Os organizadores resolveram cancelar o show, mas que ia ter música free, então saimos, ficamos do lado de fora um pouco. Chegou a galera da UFPB, entramos, teve ciranda, e umas versões de Marisa Monte num ritmo muito legal (não sei como se chama).

Tomei banho de chuva, passei mal por causa da caipirinha e do cigarro, tomei mais banho de chuva, dancei, comi sanduíche natural, a galera da UFPB já havia ido embora. 

Fomos embora também, a pé, na chuva. Quando chegamos na ladeira da "Casa da Pólvora" tinha um cara sentado numa calçada (eu sei que é um julgamento, mas... de madrugada, na chuva e um pouco alta,  ninguém vai pensar em nada), saimos correndo.

Andréa deitou no meio da rua, na chuva, fiquei morrendo de vontade de fazer isso também, mas pensei que quem vai lavar minha roupa sou eu mesma, aí eu desisti.

Quase em casa, andando pela calçada eu disse para olharmos para os espaços entre uma casa e outra porque, às vezes, tem pessoas (moradores de rua ou assaltantes, a noite todos os gatos são pardos), nesse momento sai um homem e dá de cara com a gente, eu gritei... meu Deus que escandalosa e doida pra morrer. Ele não fez nada, saiu blasfemando.

Em casa, preguiça pra tomar banho, a água mais gelada que a da chuva, o efeito do álcool já quase que totalmente fora da minha cabeça. Olhei para o celular, vontade de ligar.

Eram três da manhã... tentei afastar esse pensamento da minha cabeça e fui dormir.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Mulher de palavras


As palavras doem como punhais

Sinto-as fluindo e, sem fazer muito sentindo, vão penetrando em mim
Sinto um toque suave a percorrer meu rosto e morrer em meus lábios
São lágrimas que insistem em me mostrar fraca por mais que eu tente parecer forte

As palavras saem de mim, mas ainda há algo preso
 na garganta
Algo que me sufoca, mal posso suportar

Calo-me, já falei de mais
Vou pelo mundo, perdida, observando tudo atentamente e não enxergando nada de verdade
Embarco em uma viagem sem volta em meus pensamentos, tentando esquecer o que me traz de volta à realidade

Mas à noite eu me encontro sozinha
Apenas eu e minhas palavras
E os pensamentos que já foram meus algum dia, não param de pensar em milhões de universos paralelos onde existe algo além das palavras e de mim.

Minhas palavras se calam quando vejo tudo o que sempre desejei, escorrer por entre meus dedos, sair da minha vida, mais rápido do que a lágrima cai dos meus 
olhos.

Minhas palavras se calam quando  não sinto mais o calor do corpo ao lado do meu, ouvindo minhas declarações de amor.

Minhas palavras se calam quando todas as canções exprimem o que quero dizer, mas não há mais para quem falar.

Minhas palavras se calam, meu peito se aperta, minhas mãos não se acalmam, meu pensamento fixo... o que estou fazendo? o que poderia fazer além disso?

Não há solução, as lágrimas são em vão, e nem penso em palavras de conforto ou superação, sei que o ser humano é mutável, se adapta a tudo, supera e esquece, mas é fácil você esquecer uma dor depois que ela passou, difícil é caminhar como se nada tivesse acontecido quando você sente além do peso do mundo inteiro nas costas, o peso de uma saudade.

Minhas palavras não se calam, insistentes, como se nunca tivessem sofrido;
espertas, como se nunca tivessem vacilado
Dispostas, como se nunca tivessem se escondido
Inteligentes, como se nunca tivessem errado;

Minhas palavras não se calam, falam e falam
Me expõem, para todo mundo ver
Para não me esquecer
Que as palavras que já fizeram poemas apaixonados, hoje não passam de palavras qualquer, sem sentido, sem noção. 
Hoje não passam de apenas palavras a denunciar o sofrimento da boca silenciosa, dos olhos chorosos, da mente perdida em meio a confusão do coração.

Minhas palavras falam o que eu não deveria dizer, apenas para tentar me livrar do peso de carregar tudo isso comigo, minhas palavras não me levam a lugar nenhum, nem traz ninguém aqui. 

Minhas palavras são só palavras. Sou apenas uma mulher de palavras.