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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Um agosto qualquer

Hoje novamente um parente me falou que meu pai brada aos quatro ventos o quanto tem orgulho de mim, já ouvi de outros e até dele mesmo alguma vez. Então fiquei me perguntando, do que ele tem orgulho? Meu pai sequer me conhece, duvido que ele saiba quantos anos eu tenho, que meu cabelo já está ficando branco, que ele conheça meu sotaque ou saiba a cor dos meus olhos. Talvez se eu passasse na rua, ele nem me conhecesse.

Meu pai não sabe os perrengues que passei para chegar aqui, nem como eu fiz para me virar quando tinha três empregos que não pagavam quase nada e ainda estudava. Ele não sabe que eu já fui vendedora de cartões para uma ONG, ou de cartões de crédito, ele não sabe da minha passagem por um restaurante no shopping Tambiá, nem de quando fui monitora escolar numa comunidade em Bayeux e tinha que pegar alternativo (um deles, o motorista prendendo o cinto no freio de mão) ou quando fui recenseadora nas proximidades do presídio do Roger.

Meu pai sequer ligou para me parabenizar quando passei no vestibular, ou quando me formei, mas se orgulha em dizer que tem uma filha jornalista.

Meu pai não teve um centavo de participação no meu apê, mas espalhou para todos que tinha comprado um para mim quando eu ainda era adolescente. Aliás, ele sempre foi mestre em aparecer de vez em quando (de vez em quando mesmo), oferecendo mundos e fundos e não cumprindo nada.

Meu pai não tem motivos para se orgulhar, ele nem conversa comigo para saber como está minha vida. Não sabe nem qual o dia do meu aniversário. E a única coisa que me agrada em relação a ele, é desmentir todas as coisas que ele diz para os parentes, ainda assim pela total falta de consciência dele, por parecer que não há o mínimo problema de ser pego na mentira, isso não faz nem sentido. Não tem porque meu pai se orgulhar de mim, porque ele simplesmente não sabe quem eu sou!

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Aquela utópica

Às vezes eu sinto um grande aperto no peito, olho as coisas que acontecem ao meu redor e parece que o mundo nunca vai mudar, que estamos para sempre presos nesse estilo de vida hipócrita e mesquinho. Sinto esse incômodo dentro de mim por perceber que cada dia mais estou sozinha com meus ideais e que é tão difícil dar o primeiro passo. Me chamam de utópica por ter ainda esperança de dias melhores, de fazer a diferença. Me chamam de radical por eu não aceitar esses assassinatos diários, por não me conformar que a cidade é violenta, por reclamar que as pessoas fazem campanhas em redes sociais, mas na vida real NADA. 

Às vezes esse aperto no peito tenta me sufocar, sobe um grito e fica preso na garganta. Quero fazer alguma coisa que mude o mundo em todos os sentidos em que ele é falho. Quero que as pessoas digam bom dia, por favor, obrigado, que sorriam para estranhos na rua. Quero que as pessoas vivam bem com o que conseguem com o suor do seu trabalho e que os ricos não tornem a vida dos pobres tão difícil apenas para garantir futilidades. Quero igualdade social para homens e mulheres, negros e brancos, ricos e pobres, heterossexuais e homossexuais. Quero que esses fatores deixem de ser algo tão relevante e motivo para exclusão social. 

Muitas pessoas acreditam que vou ser mais uma a ficar só no discurso, mas não veem que eu ja comecei a me mexer. Não vendo meu voto, não me iludo com promessas falsas de políticos, me informo sobre o meu país (e é uma vergonha atrás da outra, mas ao menos eu sei o que acontece) e uso a que por enquanto é minha única arma contra tudo de errado que acontece. O voto. Não, meu voto não vai salvar o mundo, mas posso tentar ao menos mudar a cidade em que eu vivo. 

Não, eu não tenho como acabar com a fome na África, com a guerra no Oriente Médio, com a péssima qualidade de vida e exploração de trabalhadores na China. Mas eu posso tentar acabar com a roubalheira na minha cidade (minha sim, porque aqui nasci e aqui agora vivo), proporcionar uma melhor qualidade de vida, procurar métodos de conviver com a seca no Nordeste, um dia acabar com a corrupção no Brasil. Por enquanto são apenas sonhos, mas deixo minha utopia ir longe, talvez se mais pessoas fizessem o mesmo nós viveríamos num lugar melhor. E melhor não só para mim, ou para um e outro, melhor para todos.

Aquela revoltada com o preconceito

Reflexão feita em 27 de outubro de 2012 a respeito do Apagão no Nordeste

"O Nordeste me seduz... de dia falta água e de noite falta luz"... é a 'brincadeira' do momento, zuar o apagão e a seca no Nordeste. 

Todo o nordeste é desse jeito. Afinal, não temos um dos maiores pólos tecnológicos do país em Campina Grande na Paraíba. Não temos Rios e cachoeiras porque aqui tudo é sertão, não existe litoral com praias paradisíacas.

Não estou agora no facebook pq não tenho energia em casa e ainda ando de jumento para não ir a uma faculdade onde eu não estou me formando em jornalismo porque eu não sei ler! 

Tenho os dentes estragados e minha pele é queimada do sol porque eu não sei o que é ir ao dentista ou protetor solar, meus pés são encardidos de andar descalça. Eu uso roupas sujas e mal lavadas num rio porque elameado e nunca vi uma máquina de lavar em casa... ¬¬'

Detesto essas generalizações por causa de uma porcaria de apagão que durou 4 míseras horas... como se nunca tivesse acontecido o mesmo no sul e sudeste. Sul também tem seca, ou será que eu imaginei isso numa matéria que passou na tv que eu não assisti porque aqui não tem luz?

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Café com Pão de Queijo

_Não sou feliz o dia todo, mas tento ser feliz todos os dias... _ Ela disse me levando de volta a alguns devaneios que tive semana passada sobre como nos obrigamos a parecer bem para os outros. Como essa cultura da felicidade das redes sociais nos afeta a tal ponto de que fingir ser feliz é mais importante que sofrer autenticamente.

_Eu não tento. Se tentar no dia que não conseguir ficaria frustrada, prefiro não esperar nada. Faz meses que não espero nada. O máximo que esperei foi que meu pão de queijo não queimasse e eu acertasse o ponto do café.

_Seu café é bom?

_Não.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

...

E o ônibus passa apressado, desviando de pessoas que você já encontrou, já esbarrou ou  talvez nunca viu. Sentado ao seu lado está alguém que pega o mesmo ônibus que você, todos os dias, no mesmo horário e ninguém percebeu. O cobrador poderia ser seu amigo, seu vizinho ou somente o cara que te ensinou o ponto errado na hora de descer.

Pessoas, são só mais um atrapalho se enfileirando nos caixas, nas lojas, na porta do ônibus que você sobe ou desce, obstruindo o caminho e mesmo em meio a tanta gente você se sente só. Não faz parte da multidão. Afinal, uma multidão é uma multidão, eles lá e você aqui, a multidão não se abre para você passar, mas você vê a trilha imaginária  fluindo entre a massa homogênia de braços, pernas e cabelos. A multidão não tem olhos e nem boca, ninguém vê ou diz nada, são cegos, surdos e mudos e só você é diferente, você é um EU, um ponto jogado a esmo num conjunto de outras coisas.

Atropelando pensamentos com os passos apressados na rua esburacada e trombando com mendigos invisíveis. Os sons são de tal forma filtrados que nada é ouvido. O caminhar vira uma perambulação, como se tivesse um imã onde você quer chegar e quando percebe já está lá. O caminho é simplesmente esquecido, despercebido.

Quase nunca você para. Estuda, trabalha, assiste TV, ouve música, joga conversa fora, namora, dorme, anda de ônibus. E a vida vai passando, durante esse percurso ninguém sente o vento, percebe o sol, observa as estrelas no céu, ninguém sorri para você na rua, ninguém ajuda um idoso a atravessar, ninguém diz bom dia, ninguém te enxerga.

E no ônibus, enquanto a cidade passa por você, mil problemas rondam sua mente, onde deveria estar, o que deveria estar fazendo, o barulho dos carros abafa o canto dos pássaros, a viagem torna-se apenas chegada, o caminho é empecilho, atrapalho.

Não somos humanos, somos coisas vagando de um lado para outro, procurando papéis encardidos para por um pouco de comida no prato. Somos todos feitos de desejos efêmeros e você corre atrás da felicidade como se ela fosse algo que pudesse ser alcançada.. como se a felicidade fosse palpável, como se fosse uma coisa pronta, como um macarrão instantâneo...

No ônibus, na calçada, em casa, na vida... talvez tenha chegado a hora de esquecer toda a maluquice, toda a pressa, todo o corre-corre e se questionar o porquê de tudo isso. Talvez tenha chegado a hora em que a multidão virará pessoas de verdade com suas diferenças e semelhanças e que você fará parte dela. Talvez tenha chegado a hora em que você precise apenas se deixar sentir.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Coisas que nos irritam

E na era dos Vlogs invento de fazer um podcast. Ok que não é lá um podcast com músicas e talz, é só Naiara e eu falando besteira no headphone (desculpem minha voz de boy doido da torre). Foi quase nada editado e tem o som chato de fogos ao fundo, mas foi o primeiro e merece desconto!

Então... Naiara e Marília e as coisas que nos irritam
 Este podcast também estará no blog da Naiara http://beijopalhaco.blogspot.com/

Sugestões, críticas, acho difícil, mas elogios também deixe seu comentário!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Tempo

Faz tempo que não sinto o coração acelerado
Aquela quase dor

Faz tempo que não sinto meu peito completo
Que não suspiro

Faz tempo que tento aprender a conviver com esse tipo de vazio
Com esse tipo de solidão

Faz tempo que não me sinto feliz
mas faz tempo também que tento aprender a ver a vida com outros olhos

Faz tempo que observo a lua
Que paro para ver um gatinho brincando

Faz tempo que me esqueço do tempo por alguns instantes
Faz tempo que volto a recordar que o tempo passa mesmo que eu não queira


Faz tempo que não me esvazio completamente de mim mesma
Mas faz esse mesmo tempo que não me sinto completa

Faz tempo que não sinto uma onda de calor a percorrer todo o meu corpo quando ouço uma voz
Faz tempo que não sinto um arrepio na pele ao sentir um toque

Faz tempo... faz tanto tempo que nem lembro mais como é
Faz tempo que tento ser outra pessoa

Faz tempo que as pessoas acham que eu tenho transtorno bipolar
Faz tempo que não consigo fingir ser quem não sou por muito tempo

Faz tempo que tento mostrar algo que não sinto
Faz tempo que sucumbo ao que sou.

M.D.
09 de Dezembro de 2009
01:02

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

"Escondendo a dor entre sorrisos
Tento perder a angústia na fumaça
Deixar tudo onde é esquecido
Onde o barulho a tudo disfarça"

M.D.

Girando ao redor de uma luz que me atrai
Que me cega, que eu sei que trará meu fim
Entrego meu corpo ao ritmo da música
E essa dança frenética, de corpos suados,
Sentimentos forçados e diversão a qualquer preço.

Nesse mundo de faz de conta
Tento julgar, saber o que sou, onde eu estou
O que eu mereço
Mundo do agora, do sim, do não importa
Outra coisa aqui me  trai.

Algo meu que está no chão
Agora na luz, logo depois na escuridão
Algo que esteve em alguns
Em quase todos
Mas em nenhum de verdade

Algo que me puxa
Que traz a luz que me deixa perdida
A luz dos olhos que me atrai para as trevas
A luz dos meus olhos que me trai
Expondo o que tento esconder.

Inebrio os instantes,
Sinto um gosto amargo
Um sabor marcante
Acendo outro cigarro
Me embriago mais um pouco
Entrego meu corpo
Ao sabor da batida
Esqueço-me da vida
Vivo feito louca

Então o dia, o sol
E a volta para casa
De volta a loucura de ser alguém real.
Não sei se mais frustrante
A volta não me acalma
Não entendo o que quero
Não sei o que espero
Não encontro lá, muito menos aqui

Quero outro cigarro...

M.D.
João Pessoa, 11 de outubro de 09
20:26

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Sabe o que eu queria?




Queria que amanhã fosse feriado, que o dia fosse ensolarado e que o mar estivesse calmo.
Tomar uma água de coco, jogar bola com os amigos, andar de bicicleta.
Tomar sorvete de morango com calda de morango, pedaços de morango e crocante de morango.
Ouvir música o mais alto possível, rir até não poder mais.
Tocar violão, fazer um poema de amor...

Queria assistir um filme, ler um livro, não fazer nada.
Esquecer meu relógio, sair sem rumo, cumprimentar as pessoas que eu não conheço na rua.
Esquecer que já fui triste...
Brincar com meus gatos, tirar muitas fotos, sorrir sem razão.
Cantar minha música favorita...

Queria dançar uma ciranda, deitar na areia..
Olhar as estrelas, admirar a lua, sentir o cheiro das rosas...
Abraçar minha mãe, beijar meu amor
Queria a simplicidade das coisas...
Queria isso amanhã...

sábado, 10 de outubro de 2009

Alquimista


Sou apenas uma alquimista tentando transformar Ouro em Chumbo.

Sou uma alquimista na contra-mão.
O avesso do que todos os outros alquimistas são.

Eu já tenho Ouro, que irradia uma luz que me cega e não me guia
Já tenho preciosidades.
Ouro que não é meu, precioso metal que tanto não quero.
Que não tenho, que não mais espero, mas que tanto preciso.

Mais uma vez me ponho questionando o valor da tal pedra filosofal
Olho ao redor e vejo que não tenho mais magia
Não posso desfazer o que foi transformado no fogo e na luz da minha alma
Não posso fazer o Ouro voltar a ser Chumbo

Sou uma alquimista tentando me transformar...
Sou uma alquimista tentando transformar a luz do sol em uma lâmpada
O asfalto em calçada
O amor em nada.


segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Eu escrevia

*Pensamentos em momentos que não merecem reflexão
O melhor é deixar passar sem dar atenção aos acontecimentos
Pra que pensar se dessa mente não sai nenhuma solução?
Pra me martirizar, dar maior dimensão a pequenos momentos.*

***
Escrevia para não esquecer, ou para esquecer.
Escrevia para tornar as coisas pequenas.
Pequenas palavras em pequenos textos de pequena importância.
***
Grandes anseios em pequenos gestos.
Noites longas de mais em pequenos dias.
Grandes momentos em pequenas horas.
Grandes falhas em pequenos acertos.
Grandes atos em nenhuma recompensa.
Pequena menina, pequena mulher.
***
Escrevia por não ter o que fazer.
Para não pensar em outras coisas.
Para não demonstrar sentimentos.
Para me perder sozinha em mim mesma.
***
Escrevia porque perdi a capacidade de falar.
De sorrir, de tentar entender.
E talvez a capacidade de esquecer.
Perdi quando me deixei perder em uma ilusão.
Quando me procurei em outros e me esqueci dentro de mim.
***
Escrevia porque era tudo pequeno demais para viver
Era tudo pequeno demais para entender
E toda a grandiosidade dos acontecimentos
Se resumia na pequeneza das palavras.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Reflexões de uma sóbria 2 (sobre o amor e outros desastres)

Minha boca agora é de outro, de outros

Para muitos me dou pouco
Para poucos me dei de mais.

Olhando velhas fotos,
Lembrando de coisas que deveriam ficar no passado
Antes uma noite de lua cheia
Hoje a lua se esconde em um céu nublado

Tanto ontem me persegue hoje
Tanto tudo tenta entrar no meu nada
Melodias se apoderam do meu silêncio
Palavras martelam na minha cabeça

Uma voz familiar repete o que já cansei de me convencer que não vou mais ouvir
Queria poder ter escolha e calar essa voz da minha cabeça
Paro para me ouvir, mas minha voz é a última coisa que ouço
minha voz é a única coisa que não ouço

Minha boca agora se cala
Sente outros sabores
Todos tão sem gosto
Todos faltam alguma coisa

Talvez seja o sentimento
São tantas bocas e nada mais
São duas línguas que dançam músicas diferentes
E tento me afastar das palavras

As malditas palavras que dizem o que querem
Para eternizar os momentos
Mentem descaradamente apenas para dizerem qualquer coisa

As palavras dizem que sentem falta.
(Como sente falta de um lápis, um acessório qualquer)
As palavras dizem "eu te amo".
(Dizem tanto, pior que as vezes até acredito).
As palavras erram e se desculpam
E ferem e por fim se calam.

Minha boca agora é de outros, de muitos
Minhas palavras... são apenas minhas e de mais ninguém.

Reflexões de uma sóbria

Será possível mesmo parar de sentir? Tornar-se completamente racional, analisar todas as possibilidades de erro antes de tomar uma decisão, pensar em cada palavra antes de falar, encher o mundo de silêncios? Talvez não, mas estou tentando.


Pouparia tanto sofrimento e tempo perdido se eu apenas ouvisse o que eu mesma digo, ultimamente tenho cercado as pessoas com "eu te avisei" e eu me avisei tantas vezes também, por que é tão difícil ouvir a mim mesma? Porque é mais fácil ignorar a razão e viver. Mas isso sempre me leva ao arrependimento futuro.

O que são essas porcarias de sentimentos que turvam a visão, que fazem o mundo parecer diferente do que ele realmente é, e que quando vão embora parece que arrancam uma parte minha?

Quando vem a sobriedade e eu paro pra pensar e vejo que eu sabia de tudo que aconteceria e simplesmente ignorei meu sexto sentido, ou seja lá o que for que me alerta do perigo , pela simples possibilidade de estar errada e viver o que chamam de felicidade...

Minha visão mudou muito nesses últimos meses, a visão de "AMOR", "FELICIDADE" e "SEMPRE", agora são outras. Não sei explicar... talvez eu me arrependa mais tarde e volte a sonhar, mas por enquanto estou com os pés no chão, afinal se eu tropeçar e cair a queda será menor que se eu estivesse "voando alto".

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Errado

Fiz o blog para postar apenas coisas minhas, mas já coloquei fotos que não são (até porque agora tô sem celular e não tenho mais como tirar), e essa música tem tudo a ver com o momento que eu estou passando...

Depeche Mode "Wrong (errado)"
Wrong

Depeche Mode

Composição: Martin L. Gore

I was born with the wrong sign
In the wrong house
With the wrong ascendancy
I took the wrong road
That led to the wrong tendencies
I was in the wrong place at the wrong time
For the wrong reason and the wrong rhyme
On the wrong day of the wrong week
I used the wrong method with the wrong technique
Wrong
Wrong

There's something wrong with me
Cannot be something wrong with me
Inherently
The wrong mix in the wrong jeans
I reached the wrong ends by the wrong means
It was the wrong plan
In the wrong hands
With the wrong theory for the wrong man
The wrong lies, on the wrong vibes
The wrong questions with the wrong replies
Wrong
Wrong

I was marching to the wrong drum
With the wrong scum
Pissing out the wrong energy
Using all the wrong lines
And the wrong signs
With the wrong intensity
I was on the wrong page of the wrong book
With the wrong rendition of the wrong hook
Made the wrong move, every wrong night
With the wrong tune played till it sounded right yah
Wrong
Wrong

Too long
Wrong

I was born with the wrong sign
In the wrong house
With the wrong ascendancy
I took the wrong road
That led to the wrong tendencies
I was in the wrong place at the wrong time
For the wrong reason and the wrong rhyme
On the wrong day of the wrong week
I used the wrong method with the wrong technique

Wrong

Wrong (errado)

Eu nasci com o signo errado

Na casa errada
Com a ascendência errada
Eu peguei o caminho errado
O que levou a tendências erradas
Eu estava no lugar errado na hora errada
Pelo motivo errado e a rima errada
No dia errado da semana errada
Eu usei o método errado com a técnica errada
Errado
Errado

Há algo errado comigo
Não pode ser algo de errado comigo
Inerentemente
A minstura errada nos genes errados
Eu alcancei os fins errados pelos meios errados
Foi o plano errado
Nas mãos erradas
Com a teoria errado para o homem errado
As mentiras erradas, nos sentimentos errados
As questões erradas com as respostas erradas
Errado
Errado

Eu estava marchando para o tambor errado
Com a escória errada
Extravasando a energia errada
Utilizando todas as linhas erradas
E os sinais errados
Com a intensidade errada
Eu estava na página errada do livro errado
A opinião errada do gancho errado
Fiz a jogada errada, toda noite errada
Com a música tocada errada até que soe certa yah
Errado
Errado

Longo demais
Errado

Nasci com o signo errado
Na casa errada
Com a ascendência errada
Eu peguei o caminho errado
O que levou a tendências erradas
Eu estava no lugar errado na hora errada
Pelo motivo errado e a rima errada
No dia errado da semana errada
Eu usei o método errado com a técnica errada
Errado

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Vazio

Às vezes a chuva traz paz, outras vezes tristeza...
Às vezes apenas acentua o que estamos sentindo, vem o frio e a vontade de ficar abraçada com quem a gente ama... somente os dois na cama...
Pensando nisso, quando fui dormir, já de madrugada... agoniada, querendo escrever... saiu meio sem querer, tava escuro e não parei para ler, mas foi isso o que a chuva trouxe:


A cama estava vazia quando deitei
O quarto estava vazio
Minha cabeça estava vazia
O mundo estava em silêncio
Apenas o canto dos pássaros a denunciar que ainda estava viva
E que o dia estava vindo...
Era quase de manhã e enquanto todos estavam quase acordando
Eu tentava dormir
Mas a cama parecia ficar maior
Era tanto espaço...
O quarto parecia maior
O frio parecia maior
Apenas eu que me sentia pequena diante da imensidão da solidão
A noite passou tão rápido e o dia parece que vai ser longo de mais
A cabeça não estava mais vazia
Pensava e girava e lembrava
E ouvia e sentia coisas que não existem mais
Eu via o passado dançar na minha frente
Tão irreal quanto o presente
E a cama se encher de dor
O rosto enche de lágrimas
A página vazia enche de palavras
A cama ainda está vazia
Mal suporto deitar e ver que está vago um lugar
Mesmo assim tento, deito, fecho os olhos, insisto em não pensar
No travesseiro uma fragrancia familiar
Um cheiro que ficou guardado
Para me lembrar do que me completava
E agora me esvazia...
Marília Domingues 01/03/09 04:30
Sinto-me assim hoje, o poema pode não ser novo, mas esse sentimento nunca me deixa, às vezes meio que se ausenta, parece que foi embora, consigo enxergar o brilho da lua, sentir o calor do sol e pensar em outras coisas, mas tem dias que a saudade volta como que cheia de saudade de mim, me abraça, me prende e me faz ver que sempre estará aqui, por mais que eu a deixe, e às vezes deixo, ela sempre volta para o seu lugar!

segunda-feira, 23 de março de 2009

Falando de amor

Gostaria de falar de amor, mas não sei o que falar sobre ele.
Acredito no amor, acredito que existe a pessoa certa para cada um de nós, a alma gêmea, aquela que em alguma vida foi uma alma só e que por algum motivo se separou e busca incessantemente se reencontrar... só não sei onde está a minha.
Se eu já disse "Eu te amo" para alguém é porque eu sentia naquele momento que amava. E será que estou errada em demonstrar o que eu sinto, também com palavras? será que estou errada em acreditar que quem está ao meu lado, que a pessoa pra quem eu dito "eu te amo" é a pessoa com quem eu quero passar o resto da minha vida?
Sei que a palavra "Amor" vem carregada de responsabilidades, não deve ser dita em vão, e nunca o foi por mim... sempre foi com a convicção de que era a pessoa da minha vida...
Gostaria de falar do amor como os apaixonados falam, metaforizando o sentimento, não que eu não esteja apaixonada, não que eu não esteja amando, mas também não posso dizer que no amor tudo são flores, pois é muito mais fácil se martirizar nos espinhos, que sentir o cheiro da rosa.
Por isso já xinguei, culpei o amor, até tentei matá-lo dentro de mim (que ele não me ouça), mas vi que sem amor não somos nada, e, por isso acredito nele e sei que um dia ainda vou encontrar alguém que também acredite, que sinta a felicidade e mesmo que não saiba que é, se sinta bem apenas em cogitar que possa ser...
Alguém que veja a beleza em apenas acordar ao lado, em ter um braço para proteger (mesmo que não tenha do que) durante a noite. Um ombro para apoiar a cabeça num momento de cansaço.
Gostaria de poder passar para esse alguém a minha crença cega no amor, o quanto encontrá-lo pode ser gratificante se você acredita que vai durar pra sempre, mesmo que não dure.
Gostaria de
Gostaria de viver sem prazos, sem estipular o fim da minha felicidade, sem pensar sempre no fim e aproveitar o início e o meio...
Queria poder ensinar isso
Queria que todos acreditassem no "E foram felizes para sempre" por que eu acredito, e ainda vou encontrar esse alguém encantado que vai entrar no meu mundo e acreditar que tudo pode ser melhor se apenas quisermos que seja.
Porque ninguém pode mudar o mundo, podemos apenas fazer nossa parte, e ser feliz já é um grande passo para fazer as pessoas que estão ao lado felizes, quem ama, também transmite amor... fazendo assim, do mundo um lugar melhor.


Marília Domingues 20 mar 2009 21:21

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

INSTANTES


Perco-me num segundo e me acho no infinito
E viajo por caminhos por mim desconhecidos
Preencho-me de incerteza e me instalo num deserto
Isolo-me, cercada de dúvidas e não vejo um destino certo.
Perco-me por entre segundos mal contados
Prendo-me às horas passadas.
Desprendo-me do meu eu e me apego ao inefável
Troco-me por um sentimento intocável
Passo-me nos instantes que perdi,
Perco os instantes que me passei e nem senti
Finjo que não vejo o tempo que continua a passar
Prendo-me a uma liberdade fictícia
Solto-me na prisão que fantasiei na minha mente
De que vale a vontade – se na realidade – tudo é ilusão?
Perco-me num segundo que passa
No tempo que não volta
Procuro-me nos instantes que virão
Reviro-me inteira, viro do avesso, tento me encontrar,
E se me acho não me reconheço
Passo-me e não percebo
Se eu luto, perco. Então desisto,
E não resisto – instantes de confusão.


Marília 09/09/07 11:40 hs