quinta-feira, 20 de agosto de 2009

O que é o amor?

O que é o amor? Será que isso realmente existe, ou será que existem várias formas de amar? Eu amo minha mãe (embora certas vezes ela me deixe de saco cheio), amo meus filhos (meus animais de estimação), amo meus amigos, tenho pouquíssimo (porém algum) amor próprio, amo escrever, amo... amo... amo...

Mas e aquele amor romântico? Aquele que se destina a alguém especial. Aquele que vai preencher seus pensamentos nas horas de ócio, de trabalho, de estudo e até o subconsciente enquanto você sonha? Aquele amor é realmente amor?

O que é o amor? Para você. Será que já amou? Só se ama uma vez? E o que era aquilo que sentia por quem veio antes de mim? E o que você sente por quem agora ocupa meu lugar?

Será que era amor? Me provoca, me convence, me mostra que damos certo. Você sabe o que é o amor? Você que ama a novidade. Amar a novidade é amar de verdade?

Uma hora a novidade acaba, você se cansa. Você se cansa dos meus poemas, se cansa das minhas palavras apaixonadas, você se cansa da forma como eu te olho, se cansa do meu sorriso bobo de manhã. Se cansa da minha cama de solteiro e daquela cor alaranjada do lençol. Você se cansa de ficar com o travesseiro bom. De ficar com o travesseiro ruim. Cansa da comida que eu faço, da comida que compramos pronta, de sair pra comer fora. Você se cansa das minhas roupas, do meu cabelo, do meu cheiro, do meu corpo, meu toque, meu cafuné. Você simplesmente cansa porque eu era novidade e agora sou só rotina. Você se cansa de ser o centro do meu mundo e me joga para as periferias do seu.

E agora? O que é o amor? Talvez você já tenha sabido, talvez não. Talvez um dia saiba, talvez não. Talvez você já o tenha encontrado e deixado passar, ou não. Não consigo entender o amor. Talvez justamente por não ser de amor que estou falando aqui. Só porque para mim era assim, deveria ser para você? Talvez nem fosse amor mesmo, quem vai saber?

E agora? Você continua em busca de novidade e eu da mesma estabilidade que sempre busquei. Você se diverte e eu sofro por não ter mais quem eu julgava ser meu amor. Agora você troca tudo o que eu sentia por uma novidade qualquer, qualquer uma. Você deixa de ser o amor da vida de alguém para viver só mais uma novidade, ser só mais uma novidade. Mas e quando novamente a novidade acabar?

M.D.
João Pessoa, 20 de agosto de 2009, 12:44

2 Pensaram a respeito:

Bruna Steinbach disse...

Muita boa a reflexão...às vezes as pessoas sentem a certeza de amar e justamente vem a rotina e acaba com tudo, e é aí que nos questionamos se amávamos de verdade.

Deixamos aquela pessoa escapar, nos apaixonamos por outra e quebramos a cara, sofremos e fazemos os outros sofrerem porque tudo isso tá em volta do nosso EGO!

Amor verdadeiro existe em uma outra dimensão...tal qual desconhecemos...Mas se cada pessoa voltar o seu espírito pro seu interior poderá encontrar algo muito incrível, mas para isso há muitas renúncias a se fazer. Jovens são imaturos.

Conteúdo Estomacal disse...

Existe várias formas de amar, que se resumem a uma só: o amor verdadeiro. Cabe a cada um olhar para dentro de si e saber da veracidade dos sentimentos ou da falsidade, fragilidade, fulgacidade dos mesmos. Acredito que o amor é construído, só assim pernance vivo e fortalecido na rotina.
Adorei a reflexão!
;)