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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Um agosto qualquer

Hoje novamente um parente me falou que meu pai brada aos quatro ventos o quanto tem orgulho de mim, já ouvi de outros e até dele mesmo alguma vez. Então fiquei me perguntando, do que ele tem orgulho? Meu pai sequer me conhece, duvido que ele saiba quantos anos eu tenho, que meu cabelo já está ficando branco, que ele conheça meu sotaque ou saiba a cor dos meus olhos. Talvez se eu passasse na rua, ele nem me conhecesse.

Meu pai não sabe os perrengues que passei para chegar aqui, nem como eu fiz para me virar quando tinha três empregos que não pagavam quase nada e ainda estudava. Ele não sabe que eu já fui vendedora de cartões para uma ONG, ou de cartões de crédito, ele não sabe da minha passagem por um restaurante no shopping Tambiá, nem de quando fui monitora escolar numa comunidade em Bayeux e tinha que pegar alternativo (um deles, o motorista prendendo o cinto no freio de mão) ou quando fui recenseadora nas proximidades do presídio do Roger.

Meu pai sequer ligou para me parabenizar quando passei no vestibular, ou quando me formei, mas se orgulha em dizer que tem uma filha jornalista.

Meu pai não teve um centavo de participação no meu apê, mas espalhou para todos que tinha comprado um para mim quando eu ainda era adolescente. Aliás, ele sempre foi mestre em aparecer de vez em quando (de vez em quando mesmo), oferecendo mundos e fundos e não cumprindo nada.

Meu pai não tem motivos para se orgulhar, ele nem conversa comigo para saber como está minha vida. Não sabe nem qual o dia do meu aniversário. E a única coisa que me agrada em relação a ele, é desmentir todas as coisas que ele diz para os parentes, ainda assim pela total falta de consciência dele, por parecer que não há o mínimo problema de ser pego na mentira, isso não faz nem sentido. Não tem porque meu pai se orgulhar de mim, porque ele simplesmente não sabe quem eu sou!

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Café com Pão de Queijo

_Não sou feliz o dia todo, mas tento ser feliz todos os dias... _ Ela disse me levando de volta a alguns devaneios que tive semana passada sobre como nos obrigamos a parecer bem para os outros. Como essa cultura da felicidade das redes sociais nos afeta a tal ponto de que fingir ser feliz é mais importante que sofrer autenticamente.

_Eu não tento. Se tentar no dia que não conseguir ficaria frustrada, prefiro não esperar nada. Faz meses que não espero nada. O máximo que esperei foi que meu pão de queijo não queimasse e eu acertasse o ponto do café.

_Seu café é bom?

_Não.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Os olhos verdes se fecharam e tudo ficou cinza

Os olhos verdes se fecharam hoje... os olhos mais verdes que eu já vi e acho que jamais verei. 


A pose se desfez e o reinado acabou... perdemos nossa rainha.


A babi partiu hoje! 


Vai deixar imensas saudades. 


Nenhum bicho vai ter tanta presença de espírito quanto ela. O ser espiritual foi para seu plano final.


Os olhos verdes e a pose de rainha vão enfeitar o além agora! 



#Luto

sábado, 14 de maio de 2011

Amor de liquidação

Está a venda em promoção
Sentimentos são vendidos em troca de reciprocidade
vendidos em troca de verdade
de um pouco de vaidade

Sentimentos são trocados por mentiras
por sorrisos e olhares rasos
Por enganos

Sentimentos de liquidação
expostos para quem der menos
O resto, o fim, o que ninguém quis

Amor de liquidação
que já foi tão caro e disputado
Agora exposto
para quem quiser levar

Fora de linha
antiquado
antigo
até dado

Amor de liquidação
Sentimentos comprados com palavras vazias
E a prazo
Falsidades embutidas no cartão

domingo, 8 de maio de 2011

Mãe ontem, hoje e sempre!








Rosa (Marisa Monte)
Tu és divina e graciosa
Estátua majestosa
No amor!
Por Deus esculturada
E formada com ardor...

Da alma da mais linda flor
De mais ativo olôr
Que na vida é preferida
Pelo beija-flor...

Se Deus
Me fora tão clemente
Aqui neste ambiente
De luz, formada numa tela
Deslumbrante e bela...

Teu coração
Junto ao meu lanceado
Pregado e crucificado
Sobre a rosa e a cruz
Do arfante peito teu...

Tu és a forma ideal
Estátua magistral
Oh! alma perenal
Do meu primeiro amor
Sublime amor...

Tu és de Deus
A soberana flor
Tu és de Deus a criação
Que em todo coração
Sepultas um amor...

O riso, a fé, a dor
Em sândalos olentes
Cheios de sabor
Em vozes tão dolentes
Como um sonho em flor...

És láctea estrela
És mãe da realeza
És tudo enfim
Que tem de belo
Em todo resplendor
Da santa natureza...

Perdão!
Se ouso confessar-te
Eu hei de sempre amar-te
Oh! flor!
Meu peito não resiste
Oh! meu Deus
O quanto é triste
A incerteza de um amor
Que mais me faz penar
Em esperar
Em conduzir-te
Um dia ao pé do altar...

Jurar aos pés do Onipotente
Em preces comoventes
De dor, e receber a unção
Da tua gratidão...

Depois de remir meus desejos
Em nuvens de beijos
Hei de envolver-te
Até meu padecer
De todo fenecer...

quarta-feira, 27 de abril de 2011

A uma flor

Ontem eu vi um Boto,

Sim, um Boto aqui na minha casa,
Direto das águas doces do Pará, 
parou aqui, eu sei, o vi
me fez parar, me fez pensar, nostalgiar


Mas por que parar? Se de boto eu nada sei
nada sei de mais, nada sei de animais.

Só sei de flores, de cheiros e de perfumes

Com Boto eu nem me bato
sei de olfato e de fato nada sei

E o que mais? Mais nada.
Boto é bicho, animal, hora vem, hora volta, interage
Flor, sinto o cheiro e o espinho e no fim murcha... e morre!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Babi



A Babi ou Ms. Chappets está doente! Doente e sozinha. Sinto-me um nada por causa disso, logo eu que me sinto no direito de reclamar, esbravejar, me irritar, gritar quando sou abandonada, fiz isso com quem sempre me amou sem pedir nada em troca.

Ela gosta de Ventilador

Ela Realmente gosta de ventilador
 
Ela adooora ventilador
Seguindo seu instinto ela abandonou os filhotes, para que eles se virasse sozinhos, dois desses filhotes eu adotei e ela parou de vir no meu quarto por causa deles dois e cega que eu fui não percebi que era o dever dela fazer isso com eles para que seguissem seus caminhos, mas não estava em seus planos me deixar de lado também. Não percebi que ela ainda me acompanhava quando eu chegava em casa e que ela sentia minha falta também.
Espalhada
Recentemente ela deu cria de novo e eu "ocupada com os outros dois filhotes" não dei a mínima assistência a ela que se viu desesperada em meio à reforma da casa. Só via de longe a coitada carregando a nova ninhada pra cima e pra baixo, procurando um lugar onde os pedreiros não estivessem mexendo e eu só olhava isso, normalmente ela os traria para o meu quarto e então eu daria um jeito de deixá-los num lugar seguro, mas eles simplesmente não cabiam mais aqui porque eu já tinha dois que ela não queria mais. Então o que aconteceu foi que antes dos filhotes aprenderem a andar direito sumiram. Todos. Desapareceram da noite para o dia, não sei o que houve, se ela os levou para algum lugar, se alguém os soltou, não sei. Só sei que por minha causa mais uma vez ela sofreu. Sofreu porque o leite empedrou, os seios incharam e ela miava de dor e eu só fiz passar a mão em sua cabeça duas ou três vezes no lugar de fazer massagem e dar compressa como da última vez.
Cansada
Sem os novos filhotes, ela quis voltar pra mim. Mas no meu quarto não a cabia mais, porque o Modi está em plena puberdade e iria querer fazer filhos com ela. Só a deixei do lado de fora. Ela começou a subir, vir pra cozinha, chamar na porta do meu quarto. Até que essa semana apareceu com um lado do rosto inchado, brigou por certo, e ontem ou antes de ontem esse inchaço estourou. Está uma ferida enorme no seu rostinho. Ela veio me pedir ajuda, fica em cima do parapeito do segundo andar o dia inteiro, me esperando sair do quarto.
Pedindo
Isso me dói tanto. Não poder ajudar, não poder fazer nada, não poder trazê-la pra dentro, porque de qualquer forma, também estou apegada aos dois que eu adotei e ela não convive bem com eles. Se eu pudesse voltar no tempo... Com Babi era tudo muito mais fácil, ela ficava no quarto quando queria, saia quando queria, não me dava trabalho e não deixava meu quarto fedendo.

Grávida
Dormindo enquanto estudo
Babi foi a única que ficou comigo quando eu não tinha mais ninguém, foi a única que nunca exigiu nada de mim e gostava de mim desse jeito que eu sou. E sou uma pessoa muito ruim por abandona-la assim. Porque mesmo depois de todos esses meses sem dar bola pra ela, agora só em chegar perto ela ficou toda feliz, como se nada tivesse acontecido. Mesmo sem eu dar nada, só por estar perto, só por ser eu.
Antenada
Curtindo um som
Aprontando
Dormindo
Por isso o que posso tentar fazer para concertar esse erro terrível é uma cirurgia para esteriliza-la, evitar que ela tenha mais crias e sofra mais e assim ela poder conviver com os filhotes que rejeitou e voltar a frequentar o meu quarto. Sei que nada que eu fizer vai substituir o que eu deixei de fazer, mas preciso me redimir de alguma forma.



Há um ano ou dois...

Era uma segunda feira de carnaval numa cidade que não tinha carnaval. Um lugar vazio, coberto apenas por uma chuva fina que entristecia o começo do dia. Será mesmo que chovia?


Foram tantos adeus, apenas o último (que foi o definitivo) não lembro como aconteceu. Depois do primeiro adeus vieram outros e comecei a pensar que Adeus era só uma forma dura de dizer até logo. Até que o primeiro até logo, virou adeus de verdade. Obrigou-me a mudar, a não esperar o que já era rotina. A escutar o silêncio a todo instante e a ver reflexos e sombras de lembranças em todo canto. A sentir um cheiro que não era mais meu...


Aquele primeiro dia foi assim. O que eu podia fazer? Não podia mandar nos sentimentos alheios, não podia mandar sequer nos meus. Passei o dia abraçada com uma toalha que guardava muito distante o cheiro do sabonete ou talvez um pouco de perfume. Aspirei todas as lembranças... Fechei os olhos não sei se adormeci, não sei o que fiz de mim...


Não pude mudar o que sinto, me obriguei a esquecer, mas tudo é pretexto pra lembrar. E assim 366 ou 365 dias, milhares de horas, incontáveis segundos de tempo que se arrastou até chegar ao hoje novamente. Tive opções e sempre temos. Optei por não gostar... mas gostei. Optei por esquecer e o que estou fazendo aqui um ano depois? Lembrando. E assim, de vez em quando, em certos períodos, sem razão aparente, a saudade aperta mais forte, mais arrebatadora. Tira-me o sono, a paz, a visão e novamente faço a escolha errada. Escolho a solidão de um quarto escuro ou a companhia de um filme triste, talvez algumas horas de delírios alcoólicos forçados ou a lucidez do cigarro por alguns minutos.


Mudo o meu jeito, mudo a posição dos móveis, mudo minhas roupas, o corte de cabelo, mudo o perfume, o círculo de amigos, os lugares que frequento, mas só não muda o pensamento, esse sempre volta. Não consigo entender. Reclamo do esquecimento, de ser deixada de lado, de não ser amada o suficiente enquanto os outros se queixam de mim por eu amar de mais. Será mesmo que amor é demais? Se não for de mais será amor? Se não for chama, se não for intenso, se não for pra consumir e renascer de si mesmo, se não se morrer de amor como pode ser amor?


Joguei-me no abismo sabendo que iria cair. E me permiti sentir tudo, ofereci o qu etinha e me desfiz de mim. Meu corpo, mnha mente, minha alma. E ainda vivo à sombra desse sentimento. Espero ter forças para vence-lo para para não ser mais consumida nessa flama eterna. Talvez apenas fazer a escolha certa desta vez.

Revirando papéis antigos encontrei este texto ele mostra como eu me sentia aproximadamente um ano atrás. Ler textos antigos é engrandecedor para mim, mostra como eu pensava e me permite analisar a forma como vejo e como ajo hoje em dia. E para ele não se perder na bagunça empoeirada do meu quarto, compartilho-o aqui.

M.D
João Pessoa,14 de fevereiro de 2010, 12:30

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Não ao amor!


Não adianta me perguntar sobre o amor. Sempre vou responder da mesma forma: é um discurso, uma crença (em si mesmo ou em outro). É uma estratégia para vender sonho, história, uma realidade que não passa de fantasia. Amor é quando você deixa de se ver e passa a se projetar na vida de outra pessoa (erro). É quando você deixa de se respeitar para estar desesperadamente súdito às vontades alheias.


E ainda, o que é essa droga de amor? Sim. É uma droga mesmo. Seus efeitos são tão parecidos quanto os da cocaína. Então porque o amor é legalizado? Deixa as pessoas em outro mundo, vicia e ainda tem fortes efeitos colaterais quando se passa a usar muito. O fato é que as pessoas são tão dependentes que nem percebem isso. Não se enxergam, apenas se omitem. Sim, isso é amor.

As únicas histórias que reconheço, duradouras e puras, essas sim deveriam mudar de nome. Não é o bombom que passa na propaganda, muito menos aquele beijo do filme. São vidas reais, afetos de magnitude inexplicável, merecem outro nome. Amor é bandido, traiçoeiro, engana os olhos, disfarça os sentidos. Amor é coisa pra burro, que ainda não conhece as armadilhas da vida e das pessoas.

E o que fazer? Se amor é tudo isso... O mínimo a se fazer é aproveitar enquanto temos sabedoria. Por que é preciso estar atento. Reconhecer quando isso chega, pra saber exatamente a forma como se expulsa. Amor é isso. Uma coisa que vem, mas que pode ir embora com muito mais facilidade. Se amor é crença, decisão, então o que devemos fazer é começar a crescer e deixar de acreditar nesses lindos contos de fada, que insistimos em achar que fazem parte da vida real.
 
Pra finalizar, uma notícia que me deixou verdadeiramente feliz:
 
Pesquisas mostram que vacina contra o amor é possível
 
Este texto não é meu, encontrei-o no blog O beijo do Escorpião que pertence ao Jo Fagner a quem eu sigo no twitter, ele tem umas sacadas geniais a respeito de um monte de coisas indico tanto o blog quanto o twitter dele.
 
Quanto ao texto em si, não preciso de nenhum acréscimo de minha parte, não preciso fazer comentário algum, ele já diz tudo e pra mim basta!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

M

"N"
Nando Reis
Composição: Nando Reis

E agora, o que eu vou fazer?
Se os seus lábios ainda estão molhando os lábios meus?
E as lágrimas não secaram com o sol que fez?

E agora como posso te esquecer?
Se o seu cheiro ainda está no travesseiro?
E o seu cabelo está enrolado no meu peito?

Espero que o tempo passe
Espero que a semana acabe
Pra que eu possa te ver de novo

Espero que o tempo voe
Para que você retorne
Pra que eu possa te abraçar
E te beijar
De novo

E agora, como eu passo sem te ver?
Se o seu nome está gravado no
Meu braço como um selo?
Nossos nomes que tem o "N" ("M")

Como um elo

E agora como posso te perder?
Se o teu corpo ainda guarda o
Meu prazer?
E o meu corpo está moldado com o teu?

Espero que o tempo passe
Espero que a semana acabe
Pra que eu possa te ver de novo

Espero que o tempo voe
Para que você retorne
Pra que eu possa te abraçar

Espero que o tempo passe
Espero que a semana acabe
Pra que eu possa te ver de novo

Espero que o tempo voe
E que você retorne
Pra que eu possa te abraçar
E te beijar
De novo
De novo...de novo...de novo...



O sol já está nascendo há um tempo (também aqui ele nasce primeiro que em qualquer outro lugar no Brasil) e não consegui dormir ainda, estou com muito sono mas não consigo dormir.


Novamente aconteceu, o temido "tempo", não sei o que fazer, o que falar, simplesmente não sei... e essa música ficou na minha cabeça a noite inteira, espero que colocando aqui eu possa não ouvi-la por algum tempo...
06 de dezembro de 2010
06:10

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

All my loving I will send to YOU






Final de período, correria, meu amor se mudando para Maceió, trabalhos da faculdade, trabalhos de verdade, provas, coisas e no meio de tudo isso eu encontrei tempo para assistir e postar aqui sobre "Across the Universe". E nem pensem que foi esses dias o show do Paul Mcartney (é assim que escreve?) e que por acaso tá passando agora na TV.

Nem sei porque baixei esse filme na verdade, eu tinha a trilha sonora, mas nunca tive vontade de ver e agora escrevendo não sei se o filme que chamou atenção mesmo ou só a trilha. Ah, quem quiser saber assista, vou assistir de novo e volto para contar se foi o filme ou a trilha.

Porém neste momento não vim falar de filme, nem de Beatles, vim falar só de música, de uma música em específico e é dos Beatles. Esta música retrata bem o momento que estou passando e espero que de forma alguma aconteça comigo o que aconteceu no filme (acho que foi a trilha mesmo). Espero que meu amor que está partindo me "escreva" todo dia, porque eu estarei mandando todo o meu amor.

"ALL MY LOVING"


CLOSE YOUR EYES AND I´LL KISS YOU
TOMORROW I´LL MISS YOU
REMEMBER I´LL ALWAYS BE TRUE
AND THEN WHILE I´M AWAY
I´LL WRITE HOME EVERYDAY
AND I´LL SEND ALL MY LOVING TO YOU

I´LL PRETEND THAT I´M KISSING
THE LIPS I´M MISSING
AND HOPE THAT MY DREAMS WILL COME TRUE

AND THEN WHILE I´M AWAY
I´LL WRITE HOME EVERYDAY
AND I´LL SEND ALL MY LOVING TO YOU

ALL MY LOVING I WILL SEND TO YOU
ALL MY LOVING, DARLING, I´LL BE TRUE


"Todo o meu amor"

Feche os olhos e eu irei te beijar
Amanhã sentirei saudades de você
Lembre-se que eu sempre serei verdadeiro
E enquanto eu estiver fora
Escreverei para casa todo dia
E mandarei todo meu amor pra você

Vou fingir que estou beijando
Os lábios que sinto saudade
E esperar que meus sonhos se tornem realidade

E enquanto eu estiver fora
Escreverei para casa todo dia
E mandarei todo meu amor pra você

Todo meu amor, eu mandarei pra você
Todo meu amor, querida, eu serei verdadeiro




Link para baixar a música

Torrent para baixar o filme

Legenda pt-br

E aqui a cena em que a música aparece:

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Nosso Quarto 11

"Sim!
Desde que eu te vi eu te quis
Eu quis te raptar, eu fiz um altar pra te receber
Como um ANJO que caiu lá do céu
Não estava voando, andando distraiu-se"

Nando Reis "Sim"



Quatro meses da mais pura alegria..
Sem vergonha,
Sem dores,
Até sem pudores
Quem liga para os rumores?

Quatro meses e já parece que foi minha vida inteira
Como se eu não tivesse passado
Como se tudo fosse daqui para frente
Como se tudo fosse diferente
Porque só há uma coisa na minha mente

Quatro meses e lembro como se fosse ontem
O sorriso na escada
Minha cara engraçada
E aquela timidez escancarada

Quatro meses você chegou com o cabelo caido no rosto
A cabeça inclinada e um sorriso lindo
A blusa branca
E me trazendo uma coca-cola
Que nossos corpos se uniram num abraço
Tímido porém lento
Amigável, porém sentindo cada pedacinho do seu corpo

Quatro meses que seu cheiro impregnou nos meus pulmões
E meus olhos só veem os seus
Quatro meses que parecem quatro anos, quatro décadas
Quase séculos
De cumplicidade, carinho, respeito e amor!

Parabéns para nós!!!


domingo, 11 de julho de 2010

Nosso terceiro 11

É desta forma que me sinto hoje!


Apesar dos pesares, do stress diário e das dificuldades. No meio de todos os problemas encontro um ombro amigo, uma palavra que me acalma, um sorriso que me faz esquecer de tudo e tudo isso se fez presente em minha vida há tão pouco tempo! Mal posso acreditar, não encontro palavras para descrever é notório como estou bobamente apaixonada. E isso é ruim?

Apenas olhando a imagem e a forma como me sinto nesta época estressante de fim de período na facul, com um monte de vídeos para editar num computador que vive travando e eu aqui me derretendo toda, sorrindo de orelha a orelha, sem saber muito bem o que dizer apenas para desejar PARABÉNS!!!!!

PARABÉNS para nós!



Que continuemos sendo o primeiro bom dia e o último boa noite!

sábado, 3 de julho de 2010

Mãe!

Pensei em falar do jogo, mas, bem acho que vou falar da minha mãe, ao contrário do Brasil ela só me dá orgulho (e não estou falando de futebol).

Exatamente 63 anos atrás vinha ao mundo a pequena Maria Lourenço, a filha do meio, entre Josefa e José, de José Lourenço e Maria Domingues (outra coisa que me orgulha é como minha família é criativa na escolha dos nomes), em Vicencia no estado de Pernambuco.

Claro, que não vou fazer uma biografia da minha mãe aqui, até porque ela já está se encarregando disso. Mas queria falar dessa pessoa tão importante, afinal, sem ela eu não estaria aqui.. mesmo!

Queria agradecer a tudo, todo apoio em todas as questões da minha vida (mesmo querendo que eu fosse médica ou policial ela ficou super feliz quando escolhi o jornalismo). Apoio profissional e pessoal, nunca questionou minhas escolhas e sempre me deixou livre para eu ser quem sou.

Mesmo não podendo oferecer muito, sempre me deu tudo o que podia, sempre me mimou e mima e ela me da a todo instante o sentimento mais nobre que alguém pode sentir por outro, que sinto mesmo estando há quilometros de distância... O amor! Que chega de surpresa num SMS escrito errado porque ela ainda está aprendendo a mexer no celular, ou num telefonema só para dizer que me ama!

Por ser um exemplo para mim de força, fé, coragem, humildade, bondade, respeito, sinceridade e se eu fosse enumerar, passaria o resto da vida só para contar as qualidades da minha mãe. Por me passar valores inabaláveis e por depositar confiança em mim que nem eu mesma tinha, hoje eu faço uma homenagem pública. Para todo mundo (tá bom, talvez somente os que leem meu blog) saber o quanto eu amo minha mãe e o quanto ela é importante para mim!

Feliz aniversário MAINHA, muita saúde, paz e felicidade. Que Deus abençoe a senhora cada dia mais e que eu possa enche-la de orgulho, assim como a senhora faz comigo!

TE AMO!

sábado, 15 de maio de 2010

De M.D. para M.G (M&M's)



Será que é realmente ruim não encontrar palavras para escrever?
Todas as palavras que eu preciso dizer já saem displiscentes da minha boca
Assim, simplesmente, de um jeito que nem sei explicar...
Só falar, só sentir... as palavras nunca estiveram tão ausentes do papel como agora

Também nunca estiveram tão presentes em pensamentos não meus
Em ouvidos que anseiam por elas... e alegremente as dou
E por que não daria? Afinal são o meu bem mais precioso
Porque um dia eu já fui feita apenas de palavras...

Então, o papel se ausenta quando minha boca voz encontra certos ouvidos
E as palavras se ausentam quando minha boca encontra certos lábios
E o silêncio só é quebrado por suspiros em momentos que palavras não são necessárias...
Quando fico sem saber o que dizer perdida entre olhares

Agora me calo para ouvir
E me ouço falar tudo o que quero dizer...
E se não preciso de tempo sobre o papel.. é porque a caneta não é mais minha única arma
Se a caneta não é mais minha única defesa... é porque o papel também não é mais meu único refúgio

Sinto-me livre para falar
Livre para calar e ouvir
Livre para viver e sentir
Livre para você...

M.D
João Pessoa 15 de maio de 2010
22:11

terça-feira, 9 de março de 2010

Mudanças

Sempre tem uma noite solitária onde tudo parece maior do que realmente é
Sempre tem uma tarde ensolarada para mostrar que tudo na verdade pode ser bem pequeno
Tudo é tão relativo...

Se eu pudesse mudar alguma coisa será que eu mudaria? Por que não apenas sentir e se deixar levar... Talvez aprender a viver.... Porque no final era para tudo ser exatamente do jeito que foi, que é, e que será... Nunca vou dizer que minhas experiências (mesmo que nem todas boas) foram tempo perdido, pois foram elas que me fizeram a pessoa que eu sou hoje.

Mas e se eu ainda tenho medo? Se eu ainda me escondo num sorriso bobo ou procuro refúgio em um lugar seguro e conhecido? E daí? Posso ainda não estar pronta, mas estou me preparando... Estou mudando... O mundo é feito de mudanças, de evolução. Vou mudando meu modo de ver, de agir, de sentir as coisas. Não mudaria o passado, isso sim, pois sem certos erros como eu poderia acertar daqui pra frente?

O mundo se mostra diferente para mim e essas novas sensações, emoções, medos me fazem lembrar que eu já me senti diferente, que tudo já foi diferente... E que tudo precisa mudar para que possamos evoluir.

Tenho passado muito tempo comigo mesma ultimamente, mas dessa vez é diferente, não estou depressiva jogada num canto curtindo uma fossa ou somente a mesma depressão de sempre... Estou passando mais tempo sozinha porque gosto de ficar somente comigo, gosto da minha companhia, gosto de ficar em silêncio, no escuro somente ouvindo o barulho da minha respiração e uma música italiana de fundo bem baixinha... Sentindo cheiro de incenso de jasmin e me sentindo eu mesma... E tentando sentir-me completa apenas comigo.

Por isso não mudaria nada... choraria cada lágrima, sentiria cada dor no peito de novo, somente para chegar aqui... para chegar, enfim, onde agora estou.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Fragmentos 2

Qual o sentido da vida? Qual o sentido da minha vida? E agora o que faço já que não sei mais vê-la de uma forma poética como sempre fiz... Não acredito mais tanto quanto antes. Agora que a maioria das minhas frases começa com “não”. Qual o sentido? O que eu devo fazer? Para onde devo ir? Por que estou aqui e não ali ou acolá? Por que estou só? Por que não quero estar? Por quê? Por quê? Por quê?


Qual o sentido de eu escrever o que penso, ou de sentir o que escrevo? Pra que chorar? Por que não há mais razões para sorrir? Por que o efeito do álcool passa tão rápido? Por que sinto falta? E pra que serve sentir saudade? Por que as pessoas apenas não vão de vez? Por que ficar essa parte já que não está completa? Não quero pedaços, quero tudo... Por inteiro. Ou nada, parte alguma.

Por que existe o esquecimento, se não sei me esquecer, senão para me esquecer? O esquecimento é silencioso, e todo esse barulho que o silêncio faz, torna o esquecimento mais vivo que as lembranças.. Lembranças... Pra que elas servem também?

Não quero mais lembrar nada. Nada que depois me cause mais sofrimento e dor, nem nada que rime com amor. O que eu quero mesmo? Lembrar como é esquecer e só.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Longos dias



Todo dia eu esvazio meu coração, tento extrair todo sentimento dele,
Mas antes do anoitecer ele já está cheio de novo
E assim com a chegada da noite,
Os pensamentos surgem trazidos pela brisa noturna
Por uma música, uma imagem...

Adormeço em meio a lembranças e desejos
E sempre que fecho os olhos
Tenho aquela mesma velha e reconfortante sensação de te sentir ao meu lado
Carrego em minha pele o arrepio que me causou
Ainda sinto teu cheiro em meus lençóis

Talvez o amor seja um sonho louco
Mas loucura maior é tentar controlá-lo, tentar impedi-lo
E lembranças transbordam em meio ao silêncio da noite
E você ainda está aqui, claro que está

Talvez o pensamento seja uma coisa boba
Mas como é boa a sensação ao pensar em você
Talvez a procura seja uma coisa à toa
E a busca seja inútil, mas pensei em tentar

Então talvez, apenas talvez
Eu possa surpreender-me novamente
Como tempos atrás
Quando inocentemente senti a tarde se iluminar
Por um sorriso doce me senti conquistar

E assim tão rápido e tão simples
Não sei como, nem porquê.
Meu coração passou a disparar cada vez que ouço seu nome
Cada vez que escuto a sua música.

E agora tudo o que faço é esperar
Os dias insistem em não passar
A noite começo a sonhar
E o tempo se arrasta
M.D

"Longos dias que agora estão cheios de lamento
E que passo buscando um vestígio
Um perfume
Um suspiro que você deixou pra trás."*

João Pessoa, 16 de janeiro de 2010

*Retirado do filme "I Can't Think Straight"

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

A contagem continua...




Acabei de checar a correspondência e .... NADA.




Continuo sem saber se isso é bom ou ruim..
Enquanto isso estou na contagem, terceiro dia de angústia...

Nisso tudo descobri que sou mazoquista, só pode ser...
Mas não sabia que estavam sendo sadistas comigo.. Ai é peso ¬¬

Só quero um sinal, qualquer coisa, aprovação ou rejeição, mas algo, esse silêncio me destrói...

Porém:

♪Eu fiz loucuras pra te encontrar
Fui paciente pra te esperar
Fui seu amigo pra te entender
Sempre disposto a te escutar

Me fiz mais forte para agüentar
Essa angustia de te esperar
Fiz palhaçadas pra te ver sorrir
Falei besteiras pra te alegrar

E em uma maneira de explicar
Como isso tudo foi acontecer
Como por você fui me apaixonar

Tudo o que eu faço pensando em você

É só o meu jeito de te falar
Que não importa o tempo que for
Eu vou te esperar
Eu vou te esperar

Tudo o que eu faço pensando em você
Que sabe assim você vá se tocar
Que é só você fazer acontecer
Eu vou te esperar
Eu vou te esperar

Me pus no seu lugar pra compreender
Mudei meus planos pra te acompanhar
Fiz absurdos pra te surpreender
Roubei estrelas pra te encantar

Criei desculpas pra poder te ver
Já tomei chuva só pra te abraçar
Me escondi pra não te ver sofrer
E quis morrer quando eu te vi chorar

E o nosso beijo faz enlouquecer
Que eu perco a hora ate perco o ar
É tão perfeito é tudo tão lindo
Parece que faz o tempo parar

Tudo o que eu faço pensando em você
É só o meu jeito de te falar
Que não importa o tempo que for
Eu vou te esperar
Eu vou te esperar

Tudo o que eu faço pensando em você
Que sabe assim você vá se tocar
Que não importa o tempo que for
Eu vou te esperar
Eu vou te esperar
Eu vou te esperar
Eu vou te esperar

Me arrisquei para não te perder
Abri meus braços pra me entregar
Eu não fiz nada pra esse amor nascer
Mais faço tudo pra não se acabar♫

Cluster (Vou te esperar)

As músicas estão aumentando de tamanho?
Imagine minha ansiedade...